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Devemos nos preparar, mas não desesperar com o risco quântico, diz banco cripto

"Estamos fazendo muito trabalho ao redor da computação quântica e têm muito que o setor pode fazer para se preparar para o QDay", disse especialista

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 15h57.

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David Lawant, head de research do banco de criptomoedas Anchorage Digital, disse que o risco quântico para o bitcoin existe, mas não é algo desesperador. De acordo com Lawant, tanto a comunidade dos desenvolvedores do Bitcoin quanto as próprias empresas como a Anchorage estão trabalhando em proteção contra ataques que utilizarem essa tecnologia.

“Devemos nos preparar, mas não desesperar com o risco quântico. Estamos fazendo muito trabalho ao redor da computação quântica e têm muito que o setor pode fazer para se preparar para o QDay. Nós já modificamos nosso código e nossos pesquisadores produziram relatórios sobre o problema da migração”, disse o especialista durante painel no Digital Assets Conference 2026, organizado pelo Mercado Bitcoin.

Ao lado dele, Guilherme Ferreira, CFO da OranjeBTC, afirmou que o risco quântico atinge todos os ativos e mercados, não apenas o bitcoin. “Pode ser um risco, mas, ao mesmo tempo, o bitcoin já busca soluções para isso e a rede teve uma transação protegida contra ataques quânticos recentemente. Computação quântica está há anos e trilhões de dólares de distância de quebrar a rede”, afirmou.

Para ele, Ferreira, os ataques usando inteligência artificial são atualmente mais perigosos. Entretanto, ele aponta que o código do Bitcoin é aberto e com certeza todos os agentes de IA já o vasculharam por brechas. Se não houve nenhum grande ataque até agora, isso prova que a infraestrutura é segura.

Bear market do bitcoin

Os executivos também falaram sobre o ciclo atual do bitcoin, lembrando que a criptomoeda chegou a cair 50% das máximas. Para eles, a baixa foi menor do que a de outros bear markets e o ciclo atual foi marcado por uma continuidade nos trabalhos e na inovação apesar dos preços menores.

“Ninguém parou de trabalhar nem deixou de se empolgar com criptoativos. Quando a FTX colapsou, muitos estavam com medo do fim da existência do setor. Isso é uma das coisas que me deixa mais confortável do que em outros ciclos”, disse Lawant.

Do lado das preocupações macroeconômicas, Ferreira afirmou que as discussões sobre dominância fiscal e aumento da inflação nas economias mais poderosas na verdade reforçam a tese do bitcoin, que é um ativo de oferta limitada por programação.

Os executivos lembraram que a correlação do bitcoin com as bolsas de valores estão nas mínimas históricas, enquanto a correlação com o ouro se torna cada vez maior.

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