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EUA dizem que Brasil falha no combate ao PCC e CV e citam 'centro global da cocaína'

Segundo o documento, as duas facções representam uma ameaça crescente à paz e à segurança mundial

EUA: texto afirma ainda que o governo brasileiro precisa adotar "medidas agressivas" (Isabel Infantes/POOL/AFP)

EUA: texto afirma ainda que o governo brasileiro precisa adotar "medidas agressivas" (Isabel Infantes/POOL/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 15h51.

Última atualização em 16 de setembro de 2026 às 17h26.

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RESUMO | Os Estados Unidos acusaram o Brasil de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelo governo americano como organizações terroristas. Segundo documento do Departamento de Estado enviado ao Congresso, as facções transformaram o Brasil em um centro do fluxo global de cocaína.


O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de não agir de forma suficiente contra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Em um documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira, 16, o governo de Donald Trump afirma ainda que o Brasil se tornou um centro para o fluxo global de cocaína. 

Segundo o relatório, as duas facções, classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras, representam uma ameaça crescente à paz e à segurança internacional.

"O governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína", diz o relatório enviado ao Congresso americano.

O texto afirma ainda que o governo brasileiro precisa adotar "medidas agressivas" para enfrentar e derrotar as organizações antes que elas ampliem sua atuação. 

O documento ainda cita Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.   

Segundo o documento, a inclusão dos países ocorre com base no Ato de Emergência Estrangeira de 1961, que considera uma combinação de fatores geográficos, comerciais e econômicos relacionados à produção ou ao trânsito de drogas e de componentes utilizados na fabricação de entorpecentes.

A classificação, no entanto, não impede que governos desses países adotem medidas de combate ao tráfico de drogas.

A declaração presidencial é referente ao ano fiscal de 2027 e faz parte de um processo pelo qual a Casa Branca informa o Congresso sobre a identificação desses países e solicita a autorização de recursos destinados a ações específicas — neste caso, iniciativas de combate ao tráfico de drogas.

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)BrasilPCCTráfico de drogas

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