Editor do Future of Money
Publicado em 5 de outubro de 2026 às 16h25.
Bastante popular no ciclo de 2021, a criptomoeda Cardano tornou-se polêmica no setor por grandes promessas que não se materializaram em desempenho positivo do token. No entanto, o ativo tem um dos melhores desempenhos do mercado cripto nesta segunda-feira, 5.
Às 16h02 (horário de Brasília), o token ADA subia 6% em um período de 24 horas, sendo negociado a US$ 0,26. Na máxima, a moeda digital chegou a disparar 11% enquanto a maior parte do mercado anda de lado.
O site Coindesk afirmou que dois fatores podem estar impulsionando a Cardano. O primeiro deles é o lançamento do produto RealFi, um protocolo de finanças descentralizadas que permite conectar capital em cripto a empréstimos da economia real em busca de rendimentos anuais que chegam a 9%. E o segundo é a atualização Dijkstra, que foca em aumento de escalabilidade e performance para a rede Cardano.
As novidades fazem parte de um plano de tornar o blockchain do projeto mais relevante diante das críticas dos últimos anos. O criador da Cardano, Charles Hoskinson, dizia que a sua criptomoeda era a primeira de uma "terceira geração", ao supostamente superar as possibilidades do Ethereum no desenvolvimento de contratos inteligentes.
Apesar disso, há quem não se impressione com o desempenho de hoje. Vinicius Bitelo, analista do BTG Pactual, afirma que alguns indicadores apontam para uma queda na atividade da rede Cardano.
"O valor total depositado caiu de US$ 679 milhões, em novembro de 2025, para aproximadamente US$ 70 milhões atualmente, e a geração de taxas também recuou", destaca.Bitelo lembra ainda que a rede apresenta uma média relativamente baixa de usuários ativos. "Em setembro, foram cerca de 15 mil usuários por dia, enquanto a Sui, cuja capitalização de mercado corresponde a aproximadamente metade da Cardano, registrou uma média de 130 mil usuários ativos diários, quase nove vezes mais."
Para Bitelo, mesmo que o ativo tenha apresentado valorização de curto prazo, a relação entre risco e retorno não parece atrativa para sustentar uma tese de compra pensando no médio e longo prazo.
Vale lembrar que mesmo com a disparada de hoje, a criptomoeda ainda apresenta uma queda acumulada de 91,6% desde sua máxima histórica, atingida em setembro de 2021, quando o ativo chegou a operar a US$ 3,09.
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