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Bitcoin supera ouro e ações em meio a tensões globais

Relatório aponta que entrada de capital institucional e compras da Strategy reforçam a resiliência do bitcoin em períodos de incerteza global

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 16 de março de 2026 às 14h56.

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O bitcoin registrou desempenho superior ao de ativos tradicionais na última semana, em meio a um cenário de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados globais. Segundo relatório da corretora de Wall Street Bernstein, a criptomoeda avançou cerca de 7% no período, superando tanto o ouro quanto índices globais de ações.

O relatório atribui a resiliência do ativo a uma mudança na estrutura de propriedade do mercado, com maior participação de investidores institucionais por meio de fundos negociados em bolsa e estratégias corporativas de acumulação.

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Capital institucional

De acordo com analistas liderados por Gautam Chhugani, a combinação entre compras corporativas e a popularização de ETFs de bitcoin está alterando a base de investidores do ativo.

“A combinação entre o modelo de tesouraria da Strategy e os ETFs transformou a estrutura de propriedade do bitcoin”, afirmaram os analistas no relatório.

Nos últimos três semanas, ETFs de bitcoin atraíram cerca de US$ 2,1 bilhões em novos aportes, elevando para aproximadamente 6,1% a parcela da oferta total do ativo mantida por esses veículos. Segundo o relatório, os produtos têm recebido alocações de gestores de patrimônio, fundos de pensão e investidores soberanos.

Strategy amplia compras de bitcoin

Outro fator apontado como relevante para o desempenho do ativo é a estratégia de acumulação da empresa Strategy, liderada por Michael Saylor.

A companhia informou em documento recente que adquiriu 22.337 bitcoins por cerca de US$ 1,57 bilhão, a um preço médio de US$ 70.194 por unidade.

Com a nova compra, a empresa passou a deter 761.068 bitcoins, adquiridos a um custo médio de US$ 75.696 por moeda. A companhia também vem ampliando estratégias de financiamento por meio de instrumentos de renda preferencial ligados à taxa SOFR, o que ajuda a sustentar novas aquisições do ativo.

Investidores de longo prazo dominam oferta

Apesar da entrada de capital institucional, investidores de varejo têm reduzido suas posições nos últimos meses. Ainda assim, os detentores de longo prazo continuam predominantes.

Segundo o relatório, cerca de 60% da oferta total de bitcoin não é movimentada há mais de um ano, indicando que grande parte dos investidores mantém o ativo com visão de longo prazo.

Debate sobre “ouro digital”

O desempenho recente também reacendeu discussões sobre o papel do bitcoin como reserva de valor em períodos de incerteza global.

Embora o ativo tenha ficado atrás do ouro em parte do último ano, a alta recente durante episódios de tensão geopolítica levou alguns analistas a argumentar que a criptomoeda começa a se comportar como um possível hedge contra riscos globais.

No momento da publicação do relatório, o bitcoin era negociado próximo de US$ 73.900, enquanto o ether, segunda maior criptomoeda do mercado, registrava alta de cerca de 8,4%, cotado em torno de US$ 2.273.

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