Jane Fraser, CEO do Citi (Kyle Grillot/Bloomberg)
Editor do Future of Money
Publicado em 14 de agosto de 2026 às 15h36.
A CEO do Citigroup, Jane Fraser, disse em entrevista à Fox News nos Estados Unidos que gostaria de ver o projeto de lei de regulamentação de criptoativos conhecido como Clarity Act aprovado no Congresso.
No entanto, Fraser defende que haja melhorias no projeto para que programas de recompensas para usuários de stablecoins não reduzam significativamente a capacidade dos bancos menores de conceder crédito a norte-americanos.
“Olhe para o sistema financeiro dos EUA, os bancos menores têm um trabalho muito importante em comunidades rurais e ao redor do país. Se você tiver um sistema de recompensas nos depósitos [em stablecoins] pode haver um impacto negativo nos depósitos desses bancos e na sua capacidade de emprestar dinheiro e dar acesso a crédito em partes dos EUA que o setor cripto não vai conseguir alcançar e os bancos maiores não alcançam”, afirmou a executiva do Citi.
Fraser diz que o Citi é um líder em ativos digitais e muitos na instituição veem ativos digitais como uma tecnologia fantástica. “Queremos ter boa regulação que apoie a inovação e também encoraje a adoção segura das funcionalidades de ativos digitais, e não desistimos em tentar conseguir algumas melhorias à proposta”, defendeu.
Para ela, é importante que os EUA tenham um ambiente de concorrência leal e sem possibilidade de arbitragem regulatória. “Ninguém quer ver crimes financeiros sendo promovidos. Fraudes já são cometidas no sistema financeiro e uma má legislação pode aumentar isso ainda mais.”
Mesmo com o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, o Clarity Act tem tido dificuldade para passar no Congresso norte-americano. A possibilidade de empresas de criptoativos oferecerem remuneração e outras recompensas a clientes que mantenham stablecoins em carteira é rejeitada pelos bancos tradicionais.
O argumento das instituições financeiras, defendido pela CEO do Citi, é que isso faria com que americanos tirassem dinheiro que possuem depositado em bancos, reduzindo a oferta de crédito no país.
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