(Binance/Divulgação/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 16 de março de 2026 às 16h32.
Última atualização em 17 de março de 2026 às 10h32.
A Strategy, empresa listada em bolsa que mais investe em bitcoin, realizou mais uma compra expressiva da criptomoeda na última semana. Segundo documento divulgado pela companhia, foram adquiridos 22.337 bitcoins por cerca de US$ 1,57 bilhão.
Com a nova operação, a empresa elevou suas reservas totais para 761.068 bitcoins. O volume acumulado foi adquirido por aproximadamente US$ 57,61 bilhões, a um preço médio de US$ 75.696 por unidade.
A companhia é atualmente a maior empresa de capital aberto do mundo em volume de bitcoin mantido em tesouraria.
A política de acumulação de bitcoin é liderada por Michael Saylor, presidente executivo da companhia. A compra mais recente foi realizada a um preço médio de US$ 70.194 por moeda.
Em termos de volume, a operação representa a quinta maior compra semanal de bitcoin já realizada pela empresa desde o início da estratégia de acumulação.
No momento do anúncio, o bitcoin era negociado próximo de US$ 73.600, com alta de cerca de 2,6% nas últimas 24 horas.
Grande parte da aquisição foi financiada por meio da venda de ações preferenciais da série STRC. A empresa levantou aproximadamente US$ 1,1 bilhão com esse instrumento.
Além disso, a companhia também vendeu cerca de US$ 396 milhões em ações ordinárias para completar o financiamento da operação.
As ações da Strategy, negociadas sob o ticker MSTR, registravam alta de cerca de 4% no pré-mercado, acompanhando a valorização recente do bitcoin.
STRC é uma perpetual preffered stock criada pela Strategy para levantar capital para compras de bitcoin. O objetivo é manter a ação negociando próxima de US$ 100, com dividendos mensais ajustáveis para atingir essa meta. Matheus Parizotto, analista chefe de research da Mynt, explicou a importância dessa estratégia:
"Um dos principais temas do mercado de criptoativos nesta semana é a STRC, ação preferencial da Strategy, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo. O papel ganhou destaque ao oferecer um dividend yield de cerca de 11,5% ao ano, pago mensalmente em dólar, e se tornou recentemente a preferred stock mais líquida do mercado americano, captando cerca de US$ 1,2 bilhão para financiar novas compras de bitcoin apenas na última semana".
"O movimento reflete uma estratégia mais ampla da companhia de utilizar o Bitcoin como lastro para estruturar produtos financeiros voltados ao investidor tradicional. A partir dessa base, a empresa vem criando produtos que comprimem a volatilidade do bitcoin em fluxos de renda mais previsíveis, conectando a demanda por yield em dólar à exposição indireta ao bitcoin. Na prática, é uma forma de converter essa demanda do mercado tradicional por renda mensal em demanda por bitcoin, ampliando o leque de investidores.", acrescentou.
"Vale destacar, porém, que o instrumento envolve riscos relevantes, como a subordinação em relação à dívida da empresa, a possibilidade de suspensão de dividendos sem considerar default e a dependência de uma valorização contínua do bitcoin para manter a sustentabilidade do modelo a longo prazo. Ainda assim, o tema ganha relevância por sinalizar um avanço na integração entre o mercado financeiro tradicional e o mercado de criptoativos, com potencial de destravar novas fontes de demanda para o Bitcoin nos próximos anos", concluiu.
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