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Editora do Future of Money
Publicado em 27 de abril de 2026 às 11h33.
Última atualização em 27 de abril de 2026 às 11h47.
Desde o fim do ano passado, o bitcoin e as principais criptos têm amargado perdas que chegaram aos 50% desde a máxima histórica, no caso da maior criptomoeda do mundo. Apesar deste número ainda ser de 38%, o bitcoin vem sinalizando recuperação significativa nas últimas semanas. Segundo um especialista da Bitget, o rali da criptomoeda tem base sólida e pode chegar até os US$ 85 mil.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 77.795, com queda de aproximadamente 0,2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos trinta dias, a criptomoeda ainda acumula alta de 16,5%.
"Bitcoin e ether continuam sustentados por uma alocação institucional estável, com a demanda por ETFs, menor alavancagem e melhora na participação no mercado à vista mantendo ambos os ativos em uma tendência construtiva no curto prazo. O movimento atual não está sendo impulsionado por posicionamento especulativo agressivo, o que dá ao rali uma base mais sólida do que em ciclos anteriores, moldados principalmente pelo impulso do varejo", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza neutralidade em 47 pontos. Anteriormente, o índice que vai de 0 a 100 sinalizava "medo extremo" em suas pontuações mais baixas, chegando aos 5 pontos.
"No curto prazo, espera-se que o BTC ultrapasse a faixa de US$ 80 mil–85 mil com fluxos de entrada sustentados, enquanto o ETH acompanha com ganhos em direção a US$ 2.8 mil–3 mil, impulsionado por atualizações do ecossistema e maior adoção", disse Herrrera.
Gil Herrera, apontou ainda que o comportamento de ativos como o ouro e petróleo diante do cenário macroeconômico pode influenciar os movimentos de preço de criptomoedas como o bitcoin.
"O ouro se mantendo próximo de níveis elevados reflete a demanda contínua por ativos defensivos, à medida que os mercados precificam incertezas geopolíticas, expectativas de inflação persistente e um ritmo mais lento de flexibilização monetária nas principais economias. Isso mostra cada vez mais que o capital está sendo distribuído entre múltiplas reservas de valor, em vez de se concentrar em um único instrumento de proteção", disse.
"O petróleo em níveis elevados adiciona outra camada de pressão macroeconômica, pois custos mais altos de energia podem adiar as expectativas de corte de juros e apertar as condições de liquidez", acrescentou.
"Para os ativos digitais, isso significa que o potencial de alta permanece atrelado à continuidade dos fluxos institucionais absorvendo a volatilidade macro, em vez de reagirem a ela. Se isso continuar, o mercado cripto permanece posicionado como parte da construção de portfólios mais amplos", concluiu.
Na próxima quarta-feira, 29, o Federal Reserve deve ter mais uma decisão monetária de redução, manutenção ou aumento da taxa de juros dos Estados Unidos. O especialista recomendou que investidores devem estar atentos aos rumos que a entidade monetária deve tomar:
"Para esta semana, o mercado estará particularmente atento à reunião do Federal Reserve, que deve definir os rumos da política monetária dos Estados Unidos. A expectativa majoritária é que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas no comunicado de quarta-feira, ao fim de sua reunião de dois dias. Ainda assim, investidores buscarão sinais mais claros das autoridades sobre os impactos da guerra na economia e sobre a trajetória futura dos juros."
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