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Goldman Sachs vende todas as posições de XRP e SOL, mas mantém bitcoin

O gigante bancário manteve uma grande posição em bitcoin, avaliada em US$ 700 milhões

Logo do Goldman Sachs em Nova York | Foto: Scott Eells/Bloomberg (Scott Eells/Bloomberg)

Logo do Goldman Sachs em Nova York | Foto: Scott Eells/Bloomberg (Scott Eells/Bloomberg)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 21 de maio de 2026 às 15h00.

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O Goldman Sachs, gigante bancário dos Estados Unidos, vendeu recentemente todas as suas posições em fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas como XRP e SOL. Além disso, o banco também reduziu 70% de suas posições em ETFs de ether, a criptomoeda nativa da rede Ethereum.

Um arquivo enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) relatou a movimentação. Após isso, o banco permaneceu com US$ 114 milhões em ETFs de ether e 100% de suas posições intocadas em ETFs de bitcoin, de US$ 700 milhões.

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A redução de posições em “altcoins”, as criptomoedas alternativas ao bitcoin, não sinalizou efetivamente uma descrença no mercado cripto mais amplo. Isso porque o Goldman Sachs estaria redirecionando este capital para ações de empresas relacionadas a cripto, como Coinbase, Circle e Robinhood.

Além disso, o movimento que excluiu movimentações nos investimentos em ETFs de bitcoin sinalizou que o gigante bancário mantém perspectivas positivas para a maior criptomoeda do mundo.

À EXAME, Vinicius Bitelo, analista de research da Mynt, plataforma cripto do BTG, explicou o racional por trás das movimentações do Goldman Sachs em seus investimentos de ativos digitais:

“O movimento do Goldman Sachs parece refletir uma gestão mais cautelosa da exposição cripto no primeiro trimestre, em um ambiente marcado por maior aversão a risco, tensões geopolíticas entre EUA e Irã e preocupação com os possíveis impactos inflacionários desse cenário”, disse.

“Nesse contexto, a saída de posições em ETFs de Solana e XRP e a forte redução em Ethereum indicam menor apetite por ativos mais sensíveis ao risco dentro do mercado cripto. Por outro lado, a manutenção de uma posição relevante em ETFs de bitcoin reforça que o BTC segue sendo visto por grandes instituições como o ativo mais consolidado da classe, com maior liquidez, narrativa de reserva de valor e crescente adoção institucional”, acrescentou.

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