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Mais uma corretora cripto fecha no Brasil e clientes migrarão para o Mercado Bitcoin

Exchange que ficou famosa pela plataforma Biscoint se junta a Coinext, Digitra.com e NovaDAX nas baixas do setor

 (Reprodução/Unsplash)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 2 de outubro de 2026 às 10h49.

Última atualização em 2 de outubro de 2026 às 10h54.

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A regulamentação de criptoativos fez mais uma vítima no Brasil e a Bity (antigo Bitybank) migrará seus clientes para o Mercado Bitcoin (MB). O MB já havia recepcionado a base de usuários da Bitso, exchange mexicana que ficará somente no segmento empresarial no país.

Em nota, a Bity informou que tem 850 mil usuários no país e mais de R$ 1 bilhão em ativos sob custódia. A partir desta sexta-feira, 2, esses clientes poderão transferir seus saldos para o MB pelo próprio aplicativo da Bity.

Os clientes que migrarem seus saldos terão benefícios no MB como: ampliação do período com taxa zero na compra e venda de criptoativos, rentabilidade especial em tokens de ativos do mundo real (que o MB chama de Renda Fixa Digital), staking turbinado, CriptoCrédito com taxas reduzidas e assessor dedicado para clientes com alta custódia.

"Esse acordo, somado a outros movimentos recentes, reforça nosso papel na consolidação do setor. Nosso compromisso é que os clientes da Bity tenham uma transição simples e segura e encontrem no MB uma plataforma preparada para acompanhá-los em diferentes necessidades e momentos de sua jornada com ativos digitais”, afirmou em nota Roberto Dagnoni, presidente do conselho e CEO do Mercado Bitcoin.

Já Valdiney Pimenta, fundador e CEO da Bity, disse que a escolha do MB se deu para garantir uma "transição tranquila" aos usuários da plataforma. A Bity ficou famosa pela plataforma de comparação de preços de bitcoin, Biscoint, que se uniu ao grupo por meio da fusão com a então Bitypreço.

Onda de fechamentos de corretoras

Antes da Bity, as corretoras brasileiras NovaDAX, Digitra.com, Coinext e a mexicana Bitso também anunciaram o fim de suas atividades no país.

Essa onda de fechamentos ocorre conforme se aproxima o prazo final para todas as empresas que operam com criptoativos no Brasil entrarem com pedido de autorização junto ao Banco Central. Depois de 30 de outubro, quem não tiver solicitado a licença ao BC estará operando de maneira irregular e poderá sofrer sanções.

O BC foi indicado em 2023 como o regulador do mercado cripto brasileiro na esteira da aprovação do Marco Legal dos Criptoativos.

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