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Varejo, inflação, emprego e leilão de Treasuries nos EUA: o que move os mercados

A temporada de resultados também movimenta o mercado nesta quinta-feira, 13, com balanços de Nubank, Cyrela, Azul, entre outras companhias

Agenda do mercado: por aqui, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de junho (Getty Images)

Agenda do mercado: por aqui, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de junho (Getty Images)

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 05h30.

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Depois de seis pregões alternando entre leves e fortes perdas que levaram o Ibovespa de volta aos 167 mil pontos, o mercado brasileiro chega nesta quinta-feira, 13, tentando encontrar algum sinal capaz de interromper a sequência de cautela.

A bolsa ainda carrega o peso da saída de capital estrangeiro e das incertezas domésticas em meio às eleições e a trajetória fiscal, enquanto, no exterior, a inflação americana divulgada na véspera trouxe algum alívio para os ativos de risco. A questão agora é se esse respiro será suficiente para mudar o humor dos investidores.

O que acompanhar no Brasil

A agenda econômica desta quinta-feira traz dados importantes no Brasil e no exterior. Por aqui, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de junho.

Na leitura anterior, referente a maio, o comércio restrito avançou 0,1% na comparação mensal e 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Para junho, a expectativa é de alta de 0,3% na margem e de 2,4% na comparação anual.

Também serão divulgados os dados do varejo ampliado, que incluem veículos, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios. Em maio, o indicador havia recuado 0,2% na comparação mensal e 0,6% em 12 meses.

O IBGE também apresenta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho. Em junho, a estimativa era de uma produção de 347,4 milhões de toneladas.

Ainda no mercado doméstico, o Tesouro realiza, às 11h30, leilão de NTN-F e LTN. O evento ocorre em meio à atenção dos investidores sobre a trajetória dos juros e do risco doméstico após a decisão do Banco Central.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa à tarde da abertura do evento que marca os 30 anos de atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo. A participação está prevista para ocorrer entre 14h30 e 15h e será aberta à imprensa.

A agenda política também inclui o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um mandado de injunção que cobra a regulamentação da mineração em terras indígenas. O ministro Luiz Fux comanda ainda uma audiência sobre a execução do acordo firmado em maio para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC para o Banco de Brasília (BRB).

Agenda do exterior

Às 9h30, o foco se volta para os Estados Unidos, com a divulgação do índice de preços ao produtor, o PPI. Em junho, o indicador caiu 0,3% na comparação mensal e acumulou alta de 5,5% em 12 meses. Para julho, as projeções apontam para avanço de 0,2% na margem e de 4,9% em 12 meses.

O núcleo do PPI, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em junho, enquanto a alta anual ficou em 4,7%. Para julho, as expectativas são de avanço de 0,3% na margem e de 4,2% na comparação anual.

O dado ganha relevância depois de o CPI de julho, divulgado na quarta-feira, ter vindo em linha com as expectativas. A inflação ao consumidor subiu 0,1% no mês, enquanto a alta em 12 meses desacelerou de 3,5% para 3,4%. O núcleo avançou 0,2% e passou de 2,6% para 2,5% em 12 meses.

No mesmo horário do PPI, saem os pedidos de seguro-desemprego. Na última divulgação, os pedidos iniciais somaram 199 mil, com expectativa de 202 mil. Já os pedidos contínuos ficaram em 1,801 milhão, ante projeção de 1,800 milhão.

O mercado também acompanha, às 9h40, o discurso do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin. Além dos indicadores, investidores acompanham o balanço patrimonial do Federal Reserve, que será divulgado às 17h30. Na última leitura, o resultado foi de US$ 6,749 trilhões.

Outro ponto de atenção será o leilão de T-bonds de 30 anos do Tesouro dos Estados Unidos, às 14h. A operação ocorre em um momento em que a curva de juros americana mostra uma diferença maior entre os vencimentos curtos e longos.

Na quarta-feira, o Treasury de dois anos recuou para perto de 4,20%, enquanto o título de 30 anos permaneceu em torno de 5,25%. Segundo Juliana Benvenuto, o mercado continua exigindo prêmio maior nos vencimentos longos diante da inflação acima da meta e do tamanho do déficit americano.

A expectativa é que o leilão tenha uma das maiores taxas de financiamento dos últimos 25 anos.

Antes dos dados americanos, às 6h, a Eurostat divulga a produção industrial da zona do euro referente a junho. Em maio, a produção caiu 0,2% na comparação mensal e 1,2% em 12 meses. As projeções indicam retração de 0,1% na margem e de 0,8% na comparação anual.

No Reino Unido, os dados de PIB do segundo trimestre, balança comercial e produção industrial também estão na agenda. No primeiro trimestre, a economia britânica havia crescido 0,6% na margem e 0,9% na comparação anual.

Temporada de balanços segue no radar

A temporada de resultados também movimenta o mercado nesta quinta-feira. No Brasil, divulgam balanços CPFL, Cemig, Marfrig, Compass, Cyrela, Grupo Mateus, Azul, JHSF, M. Dias Branco, 3Rtos, IRB Brasil, Sanepar, Yduqs, Trisul, Dotz, Tecnisa e Arandu.

Nos Estados Unidos, os destaques são Nubank e Lenovo.

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