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Anbima convida bancos para testes de tokenização no Brasil

Projeto-piloto testa emissão de debêntures e fundos via DLT, com contratos inteligentes e ambiente simulado para avaliar eficiência e redução de custos

Abstract blockchain technology concept. Internet security. Isometric digital cube connection background. (Getty Images/Reprodução)

Abstract blockchain technology concept. Internet security. Isometric digital cube connection background. (Getty Images/Reprodução)

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 11h30.

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A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anunciou nesta semana o lançamento de um projeto-piloto de tokenização de debêntures e fundos de investimento em blockchain.

Eric Altafim, diretor, destaca que a Anbima, como associação que representa o mercado de capitais e atua para apoiar sua evolução, vê na tokenização um vetor central de transformação tecnológica.

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De acordo com o executivo, a iniciativa busca gerar aprendizados concretos sobre eficiência, automação e redução de custos operacionais, além de aprimorar o fluxo de informações no ciclo de vida dos ativos.

“Nossa visão é ambiciosa, mas construída passo a passo, com base em resultados reais. O piloto precisa ser simples e com foco em provar valor. Antes de antecipar decisões complexas, vamos gerar evidências concretas, reduzir riscos e aprender com a prática.”

Casos de uso

No piloto, as debêntures serão emitidas e geridas na própria rede DLT, representadas por tokens nativos, o que permitirá testar automação, rastreabilidade e identificação de tokens e de emissores desde a origem.

Já no caso de fundos, os testes envolverão produtos operados integralmente por contratos inteligentes (smart contracts), indo além da simples tokenização de cotas. Dessa forma, será possível habilitar operações fim‑a‑fim em ambiente digital, com governança e controles incorporados.

O projeto também avaliará a integração entre debêntures e fundos de investimento emitidos na infraestrutura da rede DLT, simulando o funcionamento conjunto do mercado, emissão, investimento e movimentação, em um fluxo totalmente digital e com requisitos técnicos e regulatórios embutidos.

Altafim explica que as debêntures e os fundos de investimento foram escolhidos para essa fase por serem altamente representativos na indústria brasileira — em 2025, a captação de debêntures bateu recorde e chegou a R$ 492,8 bilhões, enquanto a indústria de fundos brasileira atingiu patrimônio líquido de R$ 10,8 trilhões.

Tokenização

Após o anúncio no início de abril das propostas selecionadas, as instituições realizarão testes na rede DLT durante seis meses, com reportes recorrentes ao comitê técnico e de negócios responsável pelo projeto. Também haverá uma etapa de capacitação para as casas que participarem da fase de testes, além de uma Jornada de Tokenização, com eventos abertos a todo o mercado.

O ciclo de testes termina em outubro. Os resultados serão analisados e divulgados posteriormente. A partir dos aprendizados, avaliaremos a abertura de um novo ciclo de testes em conjunto com o mercado, possivelmente com novos ativos, ou a adoção de outros caminhos para dar continuidade à evolução tecnológica do setor.

A Anbima destaca que os testes serão realizados em um ambiente totalmente simulado, sem movimentação financeira real. Emissões, liquidações, posições e transações ocorrerão com valores fictícios e finalidade exclusivamente experimental.

A opção pelo ambiente controlado, segundo a Anbima, permitirá testar a tecnologia de forma segura, promovendo o aprendizado coletivo e a construção de evidências para orientar decisões futuras sobre governança, padronização e viabilidade operacional de modelos tokenizados.

De acordo com o comunicado, as instituições (bancos, gestoras, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários) podem se inscrever no projeto até 13 de março (instituições associadas e não associadas), e o resultado será divulgado no início de abril. Serão selecionadas até 20 propostas.

A seleção das instituições participantes considerará a aderência aos requisitos técnicos do projeto-piloto e a capacidade de contribuir com visões complementares para o desenvolvimento da infraestrutura.

“Criamos espaços para que a indústria e o ecossistema de inovação possam convergir ideias e testar soluções de maneira estruturada. O projeto-piloto reforça o papel da associação como articuladora de soluções estruturantes e como referência de inovação no mercado de capitais”, complementa Altafim.

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