(Reprodução/Reprodução)
Editor do Future of Money
Publicado em 9 de julho de 2026 às 12h39.
Última atualização em 9 de julho de 2026 às 12h45.
A gestora 21Shares reafirmou seu cenário-base de que o bitcoin voltará aos US$ 100 mil até o fim deste ano e disse que o momento atual é um bom ponto de entrada no ativo.
Em relatório assinado por Maximiliaan Michielsen, da equipe de research da 21Shares, a gestora diz que o famoso ciclo de quatro anos do bitcoin não foi quebrado, só “amadureceu”, entregando um bear market (mercado de queda) menos violento.
“Quando 2026 começou era quase consenso que os ETFs [fundos negociados em bolsa] haviam quebrado o ciclo de quatro anos do bitcoin, mas o movimento do preço ainda segue os ritmos pós-halving passados”, escreve o especialista. O halving é o evento programado que ocorre a cada quatro anos no qual a recompensa aos mineradores por descobrir novos blocos de validação do bitcoin cai pela metade.
“Se o ciclo estiver intacto, seus padrões nos indicam quando esse bear market chegará ao fim. Com base nesse modelo, estamos entrando na janela temporal em que o bitcoin historicamente atingiu seu fundo”, avalia.
Michielsen diz que todas as grandes oportunidades de acumulação de bitcoin começaram em zonas de preço como a atual. “Os níveis atuais foram atingidos em menos de 5% do tempo no histórico de negociação do bitcoin, e todas as ocorrências anteriores resultaram em uma forte recuperação plurianual”, lembra.
Para o especialista da 21Shares, o bitcoin está chegando a seu fundo, pois nos últimos três ciclos a criptomoeda bateu o fundo da queda por volta de um ano depois de fazer sua máxima histórica e dois anos e meio depois do halving anterior. “Oito meses após o pico de outubro, estamos entrando nessa janela agora”, diz.
Além disso, ele ressalta que o investidor mediano está sem lucro nem prejuízo em sua posição com bitcoin, algo que em todos os ciclos anteriores marcou o ponto mais baixo e não o começo de um colapso maior.
“E o impacto recai principalmente sobre os compradores recentes: os detentores de longo prazo acumularam cerca de US$ 19 bilhões desde o pico e detêm um volume recorde de oferta. O ‘smart money’ não sai nesses níveis; ele acumula”, argumenta.
Usando análise técnica, o especialista aponta que o bitcoin opera atualmente na sua média móvel de 200 semanas, com preço realizado (valor médio pago pelos investidores que têm bitcoin hoje) abaixo dela. Isso, segundo Michielsen, é um nível de suporte em todos os ciclos anteriores e que foi testado e se manteve firme em fevereiro e junho.
Grafico do bitcoin com indicação das médias móveis (crédito: 21Shares)
“Paralelamente, a média de 50 semanas converge para a de 100 semanas, um cruzamento observado apenas três vezes na última década (2015, 2019 e 2022), sempre com uma diferença de poucas semanas em relação ao fundo do ciclo.”
Mesmo otimista para o bitcoin no ano, a 21Shares não descarta mais volatilidade no caminho. O relatório diz que um fechamento abaixo de US$ 58 mil para a maior das criptomoedas abre caminho para um recuo à zona de US$ 50 mil a US$ 55 mil.
“Consideramos esse o cenário de menor probabilidade. O único fator de incerteza que merece acompanhamento é o modelo de financiamento da Strategy. No entanto, representando cerca de 4% da oferta, trata-se de um fator adverso, e não de uma ameaça sistêmica”, conclui o relatório.
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