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Analista da Bloomberg revela criptomoeda que pode superar bitcoin e ether

Mike McGlone, analista da Bloomberg, apontou motivos que podem fazer uma criptomoeda valer mais que o bitcoin e ether; descubra qual

 (Reprodução/Reprodução)

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Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 16h38.

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A stablecoin USDT, emitida pela Tether, pode se tornar a criptomoeda mais valiosa do mercado, superando bitcoin e ether em capitalização. A projeção é de Mike McGlone, estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, que avalia que o avanço da moeda atrelada ao dólar é uma tendência estrutural no setor de criptoativos.

Atualmente, o USDT é a terceira maior criptomoeda do mundo em valor de mercado. Segundo McGlone, é “apenas uma questão de tempo” para que a stablecoin ultrapasse os dois principais ativos digitais.

“A tendência mais duradoura no mercado cripto é a Tether ultrapassando tudo”, afirmou o analista. “Restam apenas dois: bitcoin e ether.”

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USDT pode superar o bitcoin?

Dados da DefiLlama mostram que o mercado de stablecoins já supera US$ 307 bilhões, com crescimento de quase 50% desde janeiro de 2025. As stablecoins são criptomoedas pareadas a moedas fiduciárias, como o dólar, e vêm ganhando espaço além do mercado especulativo.

Bitcoin e Ethereum possuem atualmente capitalizações de aproximadamente US$ 1,3 trilhão e US$ 239 bilhões, respectivamente. Para ultrapassar o bitcoin nos níveis atuais, o USDT precisaria multiplicar seu valor por cerca de sete vezes.

No entanto, a análise de McGlone considera também a possibilidade de novas quedas nas principais criptomoedas. “A Tether está no caminho para superar a atual segunda maior criptomoeda em torno de US$ 1.5 mil”, disse McGlone sobre o ether. “A Tether eventualmente vai ultrapassar o bitcoin na minha visão; atualmente isso aconteceria por volta de US$ 10 mil.”

Relatório recente do banco Standard Chartered projeta que o bitcoin pode ser negociado próximo de US$ 50 mil e o ether em torno de US$ 1.4 mil nos próximos meses.

Crescimento das stablecoins

Enquanto bitcoin e ether são ativos voláteis, as stablecoins seguem em expansão. O USDC, segunda maior stablecoin do mercado, registra alta superior a 30% em relação ao ano anterior.

Segundo Zach Abrams, cofundador e CEO da Bridge, o movimento vai além da especulação. “O interesse por stablecoins está se desvinculando do trading de criptomoedas. O interesse e a convicção estão acelerando.”

O avanço também é institucional. A Stripe adquiriu a Bridge por US$ 1,1 bilhão em 2024, no maior negócio já realizado por uma grande fintech no setor. Empresas como a Deel passaram a permitir financiamento de folha de pagamento com USDC.

De acordo com o CEO da Tether, Paolo Ardoino, até 60% do uso do USDT está ligado a comércio de commodities, remessas internacionais, pagamentos transfronteiriços e liquidação de faturas.

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