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‘Duolingo da dieta’ usa blockchain para recompensar hábitos

Plataforma utiliza tecnologia brasileira para recompensar usuários com criptomoedas por bons hábitos alimentares

Dieta à base de plantas inclui não apenas frutas e vegetais, mas também nozes, sementes, óleos, grãos integrais, legumes e feijões. (Alexander Spatari/Getty Images)

Dieta à base de plantas inclui não apenas frutas e vegetais, mas também nozes, sementes, óleos, grãos integrais, legumes e feijões. (Alexander Spatari/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 2 de março de 2026 às 17h08.

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Uma empresa criou o "Duolingo da dieta" para recompensar hábitos alimentares utilizando a tecnologia blokchain, que avança para casos de uso além do mercado financeiro. A proposta é usar a infraestrutura digital para registrar hábitos, validar dados e criar modelos de incentivo baseados em transparência e rastreabilidade.

Nesse contexto, a healthtech argentina Daily Health Mission anunciou sua chegada ao Brasil com uma plataforma que transforma comportamentos alimentares em ativos digitais verificáveis.

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Desenvolvida em parceria com a startup brasileira Mannah, a solução opera como uma espécie de “duolingo da dieta”, estruturando desafios progressivos que incentivam mudanças alimentares por meio de recompensas digitais registradas on-chain. A proposta é dividir metas de saúde em tarefas curtas e mensuráveis, com acompanhamento contínuo e validação automática por blockchain.

Segundo a empresa, o objetivo é enfrentar um dos principais desafios da saúde preventiva: a dificuldade de manter hábitos consistentes ao longo do tempo.

Economia on-chain de hábitos saudáveis

A plataforma organiza metas alimentares em ciclos de três, sete, 14, 21 e 30 dias, com missões diárias que incluem ações como reduzir o consumo de açúcar ou evitar alimentos ultraprocessados. Cada tarefa concluída gera recompensas em Health Coins, tokens que funcionam simultaneamente como incentivo e registro permanente do comportamento do usuário.

Toda a experiência ocorre via WhatsApp, permitindo que os participantes registrem refeições, acompanhem metas e visualizem sua evolução sem a necessidade de aplicativos adicionais. O histórico de cada ação é armazenado em blockchain, criando um registro auditável e imutável.

A infraestrutura foi construída sobre a Hathor Network, uma rede baseada em arquitetura DAG que permite registrar microtransações sem taxas. Segundo Pedro Xavier, CEO da Mannah, a escolha foi determinante para viabilizar o modelo. “Optamos pela Hathor porque ela permite registrar cada missão diária sem custo de transação, algo essencial quando falamos de micro-hábitos. Isso viabiliza a criação de um histórico digital completo, confiável e acessível, sem comprometer a experiência do usuário.”

Além dos desafios individuais, a plataforma inclui o Weight Bet Market, um recurso que permite tornar metas públicas e criar mecanismos de compromisso social. Nesse modelo, usuários compartilham seus objetivos, enquanto outras pessoas acompanham e validam os resultados, criando uma camada adicional de engajamento baseada em transparência e responsabilização.

Blockchain e IA aplicadas à nutrição

Outro componente central da plataforma é a integração com inteligência artificial nutricional. Durante o processo, um assistente virtual acompanha o usuário, responde dúvidas e analisa padrões alimentares. A combinação entre IA e blockchain permite que cada interação seja registrada automaticamente, criando um sistema de validação contínua.

Para Gonzalo Villa, fundador e CEO da Daily Health Mission, o foco está em resolver um problema comportamental com tecnologia verificável. “Emagrecer não é falta de informação, é dificuldade de manter hábitos. Ao registrar pequenas conquistas e criar incentivos claros, conseguimos tornar o processo mais consistente e mensurável”, afirmou.

A proposta reflete uma tendência mais ampla de uso da blockchain como infraestrutura para registrar não apenas transações financeiras, mas também comportamentos e dados de saúde. Ao criar registros imutáveis e verificáveis, a tecnologia permite estruturar novos modelos de incentivo baseados em reputação digital e histórico comportamental.

A chegada da plataforma ocorre em um momento de expansão do setor de healthtech no Brasil, impulsionado pela digitalização e pela demanda por soluções personalizadas. Segundo Pedro Xavier, o uso da blockchain amplia o potencial dessas aplicações. “Estamos mostrando que a blockchain pode ser um diferencial em saúde, e não apenas em finanças. Ao integrar IA, gamificação e recompensas digitais, conseguimos transformar hábitos em dados confiáveis e comportamento saudável em uma experiência escalável, com impacto real na vida das pessoas.”

Com isso, a proposta inaugura um modelo em que hábitos cotidianos deixam de ser apenas escolhas pessoais e passam a integrar uma economia digital baseada em dados verificáveis, incentivos e infraestrutura descentralizada.

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