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Em US$ 65 mil, entenda a reação do bitcoin ao conflito entre Irã, EUA e Israel

Especialistas explicam como os recentes conflitos geopolítcos podem impactar o mercado volátil das criptomoedas

 (reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 2 de março de 2026 às 10h44.

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Nesta segunda-feira, 2, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 65 mil e sinaliza recuperação após ter despencado para US$ 63 mil. A queda ocorreu durante o final de semana com as notícias da escalada de conflitos entre Israel e Irã e o recente ataque dos Estados Unidos que culminou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.

No momento, o bitcoin é negociado em US$ 65.741, com queda de 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap.

Apesar da recuperação, a escalada de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e o envolvimento de uma grande potência armamentista como os EUA alimenta o sentimento de medo e incerteza entre investidores, que já era alto. O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 10 pontos. O indicador já vem sinalizando tal comportamento há semanas e tem uma de suas pontuações mais baixas da história.

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"Observamos que a escalada do conflito entre EUA e Irã está impulsionando a dinâmica clássica de aversão ao risco nos mercados globais. O bitcoin e as principais criptomoedas inicialmente caíram de forma acentuada em direção a US$ 63 mil após as manchetes sobre o ataque, antes de se estabilizarem na faixa dos US$ 66 mil, refletindo sua contínua correlação com as ações em períodos de maior incerteza", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

O especialista apontou ainda que ativos de como ouro e petróleo apresentatam alta, "evidenciando a divergência entre ativos de risco e posições defensivas".

"Dados de derivativos reforçam esse cenário mais cauteloso. O open interest dos futuros de bitcoin caiu para US$ 43 bilhões na segunda-feira, ante US$ 44 bilhões no dia anterior — o nível mais baixo desde novembro de 2024. O movimento ressalta a redução do interesse do investidor de varejo, que havia atingido um pico de aproximadamente US$ 94 bilhões em outubro", disse Guilherme Prado.

"Essa combinação de incerteza macroeconômica e retração no mercado de derivativos sugere que o bitcoin pode continuar sensível a novos desdobramentos geopolíticos no curto prazo. Ainda assim, ambientes de maior volatilidade costumam criar oportunidades seletivas, exigindo disciplina, leitura cuidadosa de cenário e gestão de risco adequada por parte dos participantes do mercado", concluiu.

O que está acontecendo com o bitcoin?

"O bitcoin atravessa um momento de transição importante, com sua resiliência sendo testada em um ambiente geopolítico e macroeconômico bastante adverso. Mesmo diante da escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, fortaleceu o dólar e impulsionou ativos defensivos como o ouro, o bitcoin apresentou uma queda relativamente limitada e conseguiu se recuperar rapidamente após testar a região dos US$ 62 mil, voltando a se estabilizar próximo dos US$ 66 mil. Esse comportamento chama atenção porque indica que, mesmo em um contexto de forte aversão ao risco global, o ativo não apresentou uma deterioração estrutural", explicou Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.

Apesar do cenário de incerteza global, Szuster aponta que investidores de longo prazo aproveitaram a queda do bitcoin para voltar a acumular investimentos na maior criptomoeda do mundo, que é negociada com queda de quase 50% desde sua máxima histórica, em US$ 126 mil.

"Outro fator relevante é o comportamento dos investidores de longo prazo, que voltaram a acumular bitcoin nas últimas semanas. Esse movimento historicamente ocorre em momentos de consolidação ou após correções mais prolongadas, quando participantes mais estratégicos enxergam valor nos preços atuais. Além disso, os ETFs voltaram a registrar entradas líquidas relevantes na última semana, sinalizando retomada do interesse institucional e contribuindo para a sustentação dos preços", disse Szuster.

"No geral, enxergamos um mercado em fase de consolidação, marcado por maior seletividade e menor impulso direcional no curto prazo. A capacidade do bitcoin de se manter estável mesmo diante de um cenário global adverso reforça a percepção de maturidade do ativo. Caso o ambiente macroeconômico se estabilize e os fluxos institucionais continuem positivos, o atual período pode representar uma fase de preparação para movimentos mais consistentes ao longo dos próximos meses", concluiu.

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