GIANNI INFANTINO, PRESIDENTE DA FIFA: aumento de 640 milhões nos lucros com evento maior a partir de 2026 / Arnd Wiegmann/ Reuters (Arnd Wiegmann/ Reuters/Reuters)
Redatora
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 06h05.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 06h17.
Um episódio controverso marcou a final da Copa Africana de Nações, realizada em Rabat, no último domingo, 18. Jogadores e membros da comissão técnica do Senegal abandonaram o campo após um pênalti polêmico assinalado a favor de Marrocos. O protesto pode resultar em punições severas por parte da Confederação Africana de Futebol (CAF) e até comprometer a participação dos envolvidos na Copa do Mundo de 2026.
O pênalti, marcado nos acréscimos da prorrogação da final - vencida por Senegal por 1 a 0 -, gerou forte reação do técnico Pape Thiaw, que ordenou a saída do elenco senegalês de campo. A partida ficou interrompida por mais de 10 minutos, e a tensão aumentou com tentativas de invasão de torcedores senegaleses, exigindo intervenção dos organizadores.
O jogador marroquino Brahim Díaz desperdiçou a penalidade após a retomada do jogo.
Em comunicado oficial, a CAF classificou o comportamento de alguns jogadores e dirigentes como "inaceitável". A entidade informou que está analisando as imagens da partida e encaminhará o caso aos seus órgãos disciplinares.
Entre as possíveis sanções estão multas que podem chegar a 100 mil euros (R$ 624,6 mil) e suspensões de quatro a seis jogos para os envolvidos, de acordo com informações do Globo Esporte.
A Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) também anunciou que apresentará queixas formais à CAF e à Fifa, alegando que a desistência senegalesa impactou diretamente o desenrolar da decisão e causou prejuízos esportivos. Segundo a FRMF, o episódio foi "acompanhado de incidentes graves" que comprometeram a integridade da competição.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, comentou o ocorrido em publicação nas redes sociais. O executivo parabenizou Senegal pelo título e Marrocos pela organização do torneio, mas condenou com firmeza os protestos em campo e nas arquibancadas:
"É inaceitável deixar o campo de jogo dessa maneira e, da mesma forma, a violência não pode ser tolerada em nosso esporte, simplesmente não está certo. Devemos sempre respeitar as decisões da arbitragem dentro e fora de campo", disse em publicação no Instagram.
Infantino também reiterou a responsabilidade de jogadores e comissões técnicas em servir de exemplo para torcedores e defendeu que os órgãos disciplinares da CAF tomem as medidas cabíveis. "As cenas lamentáveis presenciadas hoje devem ser condenadas e jamais repetidas. Reiterei que elas não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares competentes da CAF tomem as medidas cabíveis."
Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Gianni Infantino - FIFA President (@gianni_infantino)