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Qual foi o jogo em que Oscar Schmidt mais pontuou

Ao final da carreira, Oscar encerrou sua trajetória como o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos em cinco edições dos Jogos

Oscar aparece em sete das dez maiores pontuações individuais da história das Olimpíadas (Divulgação)

Oscar aparece em sete das dez maiores pontuações individuais da história das Olimpíadas (Divulgação)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 17 de abril de 2026 às 16h57.

Oscar Schmidt, que morreu nesta sexta-feira aos 68 anos, construiu uma carreira com atuações históricas, mas uma partida em especial ficou marcada nos livros de basquete. Aconteceu nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Na ocasião, o atleta brasileiro marcou 55 pontos na vitória da seleção sobre a Espanha.

A atuação aconteceu no dia 30 de setembro de 1988 e permanece até hoje como a maior pontuação individual em um único jogo da história do basquete olímpico masculino. Naquela edição dos Jogos, Oscar já era o principal nome da seleção brasileira.

Segundo dados oficiais do Comitê Olímpico Internacional, Oscar encerrou os Jogos de Seul com média de 42,3 pontos por partida, outro recorde olímpico.

Atuações históricas nas Olimpíadas

Oscar aparece em sete das dez maiores pontuações individuais da história das Olimpíadas, um feito sem precedentes no basquete masculino. Além do recorde olímpico, Oscar Schmidt acumulou ao longo da carreira outras marcas expressivas em partidas isoladas, tanto por clubes quanto pela seleção brasileira.

Ao final da carreira, Oscar encerrou sua trajetória como o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos em cinco edições dos Jogos, recorde que permanece intacto.

Disse não à NBA

Apesar de ter sido escolhido no draft da NBA pelo New Jersey Nets, em 1984, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana. A decisão foi motivada pelas regras da época, que impediam atletas da NBA de defenderem seleções nacionais em competições internacionais. O jogador escolheu priorizar a seleção brasileira, abrindo mão da principal liga do mundo.

Grande parte da carreira profissional de Oscar foi construída na Europa, especialmente na Itália, onde atuou por 11 temporadas e se tornou o maior pontuador estrangeiro da história do Campeonato Italiano.

O reconhecimento veio também de forma institucional. Oscar Schmidt foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história pela FIBA, entrou para o Hall da Fama da FIBA em 2010 e, em 2013, foi incluído no Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, uma honraria reservada a figuras centrais da história do esporte.

Desafio fora das quadras

Fora das quadras, Oscar passou a enfrentar o desafio mais duro de sua vida a partir de 2011, quando foi diagnosticado com um tumor cerebral do tipo glioma. Desde então, enfrentou cirurgias, sessões de radioterapia, anos de quimioterapia e acompanhamento médico constante. O próprio ex-atleta tornou público o tratamento em diversas entrevistas, adotando um discurso direto e sem dramatização excessiva sobre a doença.

Em 2022, declarações de Oscar sobre a interrupção da quimioterapia geraram grande repercussão. Posteriormente, ele esclareceu que a decisão ocorreu por orientação médica após exames indicarem remissão da doença, e que seguiria apenas com acompanhamento de rotina. Na ocasião, afirmou ter “perdido o medo de morrer” e passado a valorizar ainda mais a convivência com a família.

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