Esporte

Qual é o país? Nacionalidade de jogador causa 'estranheza' em clube

Reportagem do jornal Marca relata as razões de registro de jogador do México com documentos da Itália no time do Porto.

O atacante Santiago Giménez veste a camisa do Porto. O atleta do México usou o passaporte da Itália para o registro de transferência. (Crédito: FC Porto)

O atacante Santiago Giménez veste a camisa do Porto. O atleta do México usou o passaporte da Itália para o registro de transferência. (Crédito: FC Porto)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 19h33.

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O atacante Santiago Giménez assinou contrato com o Porto. O jornal Marca detalhou o acordo de trabalho na quarta-feira, 2. O atleta defende a seleção do México, mas está registrado em Portugal com a cidadania da Itália, o que acabou gerando discussões na internet. O atacante nasceu na Argentina e atua pelo México, mas a inscrição italiana não é falha administrativa de secretaria de clube. A decisão de diretoria visa contornar o limite de jogadores estrangeiros no elenco.

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Como cidadão da Europa, o jogador não ocupa vaga de extracomunitário no Porto. O uso do passaporte da Itália dispensa a análise da Agência para Integração, Migrações e Asilo de Portugal. O órgão não exige vistos de trabalho para cidadãos da União Europeia. O documento facilita o processo de inscrição em torneios.

O leque de opções de passaportes

O caso de Santiago Giménez chama a atenção pelas múltiplas opções de nacionalidade. O atleta tem vínculos de família que permitem o pedido de até cinco passaportes. A escolha de atuar pelo México decorre de decisão pessoal.

"Amo a Argentina, mas me sinto mais mexicano", relatou Santiago Giménez em declaração sobre a vontade de defender o país onde seu pai construiu carreira.

O jogador nasceu em Buenos Aires. A comissão técnica da seleção da Argentina enviou convocações para o ciclo das Olimpíadas. O atacante recusou os chamados. A ligação com o México surgiu pelo trabalho do pai. O ex-jogador Christian Giménez assinou contrato com o Veracruz no ano de 2004. A família obteve a naturalização de moradia e o atleta viveu a infância no México e escolheu o país para atuar em torneios internacionais, segundo o Marca.

A ascendência paterna rende ligação com o Paraguai. O avô paterno de Santiago, Francisco, nasceu no país vizinho e migrou para a Argentina em décadas passadas. A lei de constituição permite o requerimento de documentos do Paraguai.

Os papéis da Itália e laços com a Ucrânia

A cidadania da Itália existe por vínculos de família. A lei italiana permite a naturalização por descendência sem limite de gerações. O pai do atleta requisitou os certificados em Roma para facilitar transferências de trabalho na Europa. O passaporte europeu liberou vagas e facilitou as assinaturas de contrato com o Feyenoord e com o AC Milan.

O leque de opções fecha com a Ucrânia. A mãe do jogador tem origem ucraniana. Em partida de homenagem de Dia das Mães no mês de maio de 2025, o atleta entrou em campo com o sobrenome materno Zolotarchuk. O nome estava impresso na camisa do AC Milan.

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