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Polêmicas na Copa do Mundo reacendem debate sobre mudança na regra do impedimento

Gols anulados de Colômbia e Irã colocam em evidência proposta de Arsène Wenger, que defende mais vantagem para os atacantes

Impedimento: Regra tem sugestão de alteração após polêmicas (Imagem gerada por IA)

Impedimento: Regra tem sugestão de alteração após polêmicas (Imagem gerada por IA)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 29 de junho de 2026 às 14h56.

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A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 voltou a colocar o debate sobre a regra do impedimento no centro das discussões do futebol mundial. Dois lances anulados por centímetros — o gol de Davinson Sánchez, da Colômbia, contra Portugal, e o de Shoja Khalilzadeh, do Irã, diante do Egito — reacenderam críticas ao uso da tecnologia e às atuais interpretações da regra.

No caso iraniano, o impacto foi ainda maior: o gol marcado nos acréscimos garantiria a classificação da seleção ao mata-mata, mas foi invalidado por impedimento milimétrico. Situações como essas alimentam a discussão sobre até que ponto o esporte deve ser decidido por diferenças tão pequenas captadas pelo VAR.

A proposta de Wenger e a “regra da luz do dia”

No centro dessa discussão está Arsène Wenger, ex-treinador do Arsenal e atual chefe de Desenvolvimento Global de Futebol da Fifa. Ele é o principal idealizador de uma mudança na regra do impedimento que vem sendo testada em alguns ambientes experimentais, como na liga canadense.

A proposta estabelece que um jogador só será considerado impedido caso esteja com todo o corpo à frente do último defensor, eliminando a interpretação atual baseada em qualquer parte do corpo à frente da linha defensiva. Na prática, isso cria a chamada regra da “luz do dia”, em que é preciso haver um espaço claro entre atacante e defensor para marcar o impedimento.

Segundo Wenger, o objetivo é devolver vantagem ao atacante, reduzindo a quantidade de gols anulados por margens mínimas e tornando o jogo mais ofensivo e dinâmico. Para ele, o futebol não deve depender de linhas milimétricas traçadas pela tecnologia para validar ou anular lances decisivos.

Resistência e testes controlados

Apesar da defesa da Fifa por meio de Wenger, a proposta não é consenso. A International Football Association Board (Ifab), responsável pelas regras do jogo, e a Uefa já demonstraram resistência à mudança, apontando riscos de desequilíbrio defensivo e alteração profunda na lógica do jogo.

Mesmo assim, o modelo foi aprovado para fase de testes, como ocorreu na 140ª Assembleia Geral do Ifab, realizada no País de Gales. A ideia da Fifa é observar os impactos da nova regra no ritmo das partidas e na quantidade de gols.

Canadá já testou mudança com gol validado

Na Canadian Premier League, o novo modelo já foi colocado à prova. Em uma partida entre Pacific FC e Halifax Wanderers, o atacante Alejandro Díaz marcou um gol que teria sido anulado pelo sistema tradicional de impedimento, mas foi validado pela regra da “luz do dia”, já que não havia espaço claro entre atacante e defensor no lance.

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