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Na Copa, Nova Zelândia quer deixar de ser 'zebra simpática' e sonha com vitória

Após anos dominando adversários modestos, equipe tenta encontrar equilíbrio para competir contra seleções de elite

Nova Zelândia: All Whites chegam ao Mundial como uma das seleções mais frágeis no ranking da FIFA, (Michael Bradley / AFP/Getty Images)

Nova Zelândia: All Whites chegam ao Mundial como uma das seleções mais frágeis no ranking da FIFA, (Michael Bradley / AFP/Getty Images)

Publicado em 17 de maio de 2026 às 06h43.

A Nova Zelândia chega à Copa do Mundo de 2026 vivendo uma realidade incomum. Enquanto dominou completamente as Eliminatórias da Oceania, a seleção sabe que enfrentará um cenário oposto no torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Nível técnico será muito maior do que nas Eliminatórias

Os All Whites garantiram vaga com enorme facilidade. Foram cinco vitórias em cinco jogos, 29 gols marcados e apenas um sofrido contra seleções como Samoa, Fiji, Taiti e Nova Caledônia. A equipe venceu cada partida, em média, por 6 a 0.

Mas o nível dos adversários nas Eliminatórias pouco se aproxima do que o time encontrará na Copa. A Nova Zelândia é a única seleção da Oceania entre as 100 melhores do ranking da FIFA e, mesmo assim, deve chegar ao Mundial como uma das equipes pior posicionadas da competição.

O técnico Darren Bazeley admite que a mudança de contexto exige adaptação rápida. "Sabíamos que precisávamos fazer nosso trabalho nas Eliminatórias, mas a Copa será outra realidade. Vai ser difícil”, afirmou ao The Athletic.

A preparação recente deixou isso evidente. Depois de vencer a Costa do Marfim por 1 a 0, os neozelandeses acumularam sete derrotas em oito amistosos, incluindo partidas contra Polônia, Colômbia e Austrália. A exceção veio justamente no último amistoso em casa antes da Copa. Em Auckland, a Nova Zelândia venceu o Chile por 4 a 1 e conquistou um resultado histórico: foi a primeira vitória da seleção contra uma equipe sul-americana em toda sua história.

Ser o azarão tem seus benefícios

O atacante Ben Waine acredita que o papel de azarão pode até favorecer os neozelandeses. “Quando enfrentamos equipes mais fortes, nos sentimos mais confortáveis sem a bola. Temos que aproveitar poucas chances e ser eficientes”, explicou.

A seleção também tenta mudar a mentalidade construída durante anos de domínio regional. Nas Eliminatórias da Oceania, a expectativa é sempre vencer com facilidade. Na Copa, a lógica será sobreviver defensivamente e explorar contra-ataques. O volante Joe Bell afirmou que o grupo vem trabalhando justamente essa transformação psicológica.

“Estamos tentando entender que podemos competir contra grandes seleções e buscar vitórias, não apenas empates”, disse ao The Athletic..

A lembrança da eliminação para a Costa Rica na repescagem da Copa de 2022 ainda pesa no elenco. Muitos jogadores consideravam que aquela geração estava pronta para voltar ao Mundial, mas acabou ficando fora do torneio. Agora, a equipe vê a Copa de 2026 como uma oportunidade de finalmente mudar a história do país na competição.

Terceira oportunidade de fazer história

A Nova Zelândia disputou apenas duas edições do Mundial. Em 1982, perdeu os três jogos. Já em 2010, terminou invicta com três empates, mas caiu ainda na fase de grupos.

O objetivo agora é conquistar a primeira vitória da seleção em Copas do Mundo. Para isso, os All Whites apostam justamente na capacidade de suportar pressão e jogar como azarões. “Às vezes é melhor aceitar que vamos defender mais e guardar energia para os contra-ataques”, afirmou Waine.

A Nova Zelândia está no Grupo G e enfrentará Bélgica, Irã e Egito. A estreia será no dia 15 de junho, em Los Angeles. Mesmo depois de 16 anos longe do torneio, os neozelandeses acreditam que a experiência acumulada nos últimos anos pode transformar a seleção em uma das surpresas da Copa.

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