Lexus UX: quinta geração do sistema híbrido da marca, que agora traz um motor 2.0 a gasolina acoplado a um elétrico (Divulgação)
Colunista
Publicado em 12 de julho de 2026 às 15h04.
Uma das estrelas da Lexus no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018, o UX estreou na configuração 250h, que há cerca de um ano avançou para a versão 300h.
A diferença está na quinta geração do sistema híbrido da marca, que agora traz um motor 2.0 a gasolina acoplado a um elétrico, que juntos chegam a 198 cv. Por R$ 309.990, o Lexus UX300h chega a ser quase uma pechincha perto de rivais como Audi Q3 (R$ 389.990), BMW X1 (R$ 330.950) e Mercedes-Benz GLA 200 (R$ 359.900).
Além do motor mais potente, o novo sistema híbrido dispensou a bateria de níquel e adotou uma de íons de lítio, com 60 células. Do tipo pleno, não requer recarga externa, mas também limita a autonomia elétrica. Dados da Lexus declaram consumo de 17 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada.
Na prática, o UX300h entrega suavidade, silêncio e agilidade no trânsito urbano, enquanto na estrada a boa oferta de potência garante segurança nas ultrapassagens. O câmbio CVT impede uma condução mais empolgante, mas nesse Lexus o prazer vem de outras fontes.

Além das mudanças mecânicas, o crossover (que fica entre um hatch e um SUV) ganhou um novo painel de instrumentos de 12,3 polegadas, personalizável e repleto de informações; e uma alavanca de câmbio do tipo “joystick”.
Diante do minimalismo exacerbado e inconveniente da maioria dos modelos chineses, os comandos físicos são um alívio. Destaque para os que controlam os modos de condução e tração, numa posição original e intuitiva, incrustados na parte superior do painel.
No mais, a Lexus demonstra mais uma vez que elementos como acabamento e ergonomia impecáveis são as forças que mantêm um interior atraente e acolhedor por tanto tempo. Fora o espaço adequado, garantido pelo entre-eixos de 2,64 metros. O porta-malas de 268 litros, contudo, é modesto.
A lista de equipamentos traz o esperado nesse segmento, além de interessantes itens incomuns, como regulagem elétrica do volante com três perfis de memória e o Safety Exit Assist (SEA), que monitora o entorno do veículo e emite alerta quando há risco para abertura das portas, como ciclistas ou motocicletas.
Confortável, sólido, desenvolto e estiloso, o crossover é ainda por cima raro: de acordo com a consultoria K.Lume, o modelo emplacou 127 unidades entre janeiro e junho deste ano.

Em setembro de 1989, a Lexus desembarcou nos EUA sem esconder suas pretensões: "o LS 400 é o automóvel mais luxuoso e tecnologicamente avançado que a Toyota já produziu e é o primeiro projetado para competir diretamente com nomes europeus. Não temos ilusões sobre a tarefa formidável que temos pela frente. Nomes como BMW, Mercedes e Jaguar passaram décadas construindo uma imagem de prestígio que a Lexus não pode esperar conquistar imediatamente. Eventualmente, no entanto, alcançaremos esse prestígio".
O desenvolvimento do LS 400, seu primeiro modelo, sugou US$ 1 bilhão dos cofres da Toyota. Cerca de 450 carros de teste rodaram aproximadamente 4,3 milhões de quilômetros.
Já o nome da marca veio somente em 1987: depois de uma disputa com mais de 200 outras propostas, o termo "Alexis" foi sendo lapidado até chega no definitivo, que combinava mais com "luxury", luxo em inglês.
Ao longo de quase 40 anos, sedãs foram a espinha dorsal da Lexus – infelizmente, nenhum disponível no Brasil atualmente. Mas a marca desbravou outros segmentos, como o de cupês e conversíveis com a linha SC (1991). Seu primeiro SUV foi o LX, de 1995.