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Ex-chefe da F1, Bernie Ecclestone é detido em Portugal com espingarda na bagagem

Ex-dirigente da Fórmula 1, de 95 anos, disse que levava a arma da Suíça para Portugal para praticar tiro ao prato

Ecclestone: arma foi identificada durante uma operação de rotina (Scuderia Ferrari/Divulgação)

Ecclestone: arma foi identificada durante uma operação de rotina (Scuderia Ferrari/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 15h15.

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Bernie Ecclestone, ex-chefe da Fórmula 1, foi detido nesta segunda-feira, 7, após uma espingarda ser encontrada em sua bagagem durante uma inspeção no Aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal. O britânico, de 95 anos, havia viajado da Suíça em seu jato particular.

Segundo o jornal português Correio da Manhã, a arma foi identificada durante uma operação de rotina no aeródromo. A detenção foi realizada pela Divisão Aeroportuária da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal.

Ao Daily Mail, Ecclestone confirmou o episódio e afirmou que levava a espingarda para praticar tiro ao prato. Ele também reconheceu que a documentação da arma não estava regularizada.

Segundo o ex-dirigente, a situação foi resolvida após algumas horas. Ecclestone disse que os policiais perguntaram sobre o chamado “livro azul”, documento exigido para o transporte da arma, mas afirmou que não costuma viajar com esse tipo de documentação.

O episódio não é o primeiro. Em 2022, ele foi preso por porte ilegal de arma no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Na ocasião, uma pistola calibre 32 foi encontrada em sua bagagem durante uma inspeção de raio-X. A arma estava sem carregador e munição. Após pagar fiança de R$ 6 mil, ele foi liberado.

Trajetória Ecclestone na Fórmula 1

Ecclestone é ex-vendedor de carros usados na Inglaterra e começou no automobilismo nos anos 1950, inicialmente como piloto e depois como empresário. Em 1971, tornou-se dono da equipe Brabham, que conquistou dois títulos da Fórmula 1 com Nelson Piquet, em 1981 e 1983.

Em seguida, vendeu a escuderia por US$ 5 milhões ao empresário suíço Joachim Luthi. À época, Ecclestone já presidia a Associação de Construtores da Fórmula 1 (Foca).

O britânico teve papel central na transformação do modelo comercial da Fórmula 1 e permaneceu à frente da área comercial da categoria até janeiro de 2017. Naquele ano, após a aquisição da Fórmula 1 pela Liberty Media, deixou o comando da categoria.

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