Uefa tenta impedir novo mandato, enquanto CAF e parte da Conmebol apoiam o presidente.
Colaboradora
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 13h51.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que será candidato à reeleição em 2027, apesar da perda de apoio de federações e do aumento da oposição dentro do futebol internacional.
Segundo um porta-voz do dirigente, a candidatura anunciada em abril permanece mantida. A votação está prevista para março de 2027.
A crise ganhou força após a proposta de administrar receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados.
O plano foi abandonado, mas as críticas permaneceram. Federações como Itália, Suécia, Escócia e Nova Zelândia retiraram apoio ao dirigente. Também se posicionaram contra ele grupos de torcedores, ex-jogadores e Sandor Csanyi, vice-presidente do Conselho da Fifa.
A Uefa acusou Infantino de “gestão desleal” e chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa. A ameaça foi retirada no fim de agosto, mas a entidade europeia manteve a intenção de impedir sua permanência no cargo.
Infantino mantém respaldo em outras regiões.
A CAF, confederação africana, declarou apoio unânime à candidatura. Parte da Conmebol também segue ao lado do dirigente, assim como algumas federações, ex-jogadores e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Até agora, Infantino é o único candidato declarado.
O principal nome apontado como possível adversário é Victor Montagliani, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa. Já o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, descartou disputar o cargo.
Os candidatos têm até 18 de novembro para formalizar a participação.
A eleição será decidida pelas 211 federações filiadas à Fifa.
Para vencer, Infantino precisa de maioria simples dos votos. Se for reeleito, iniciará seu quarto e último mandato e poderá permanecer no comando da entidade até 2031.