Copa do Mundo: França, Inglaterra e Espanha caem em chaves duras na Copa de 2026 (Michael Regan - UEFA/UEFA/Getty Images)
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Publicado em 13 de maio de 2026 às 11h37.
Nem todos os caminhos até o mata-mata da Copa do Mundo de 2026 têm o mesmo peso. Este é o cenário criado após o sorteio do Mundial, que colocou algumas seleções favoritas em grupos extremamente competitivos e deu a outras uma rota considerada mais tranquila rumo à fase de mata-mata.
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções, espalhadas em 12 grupos. O novo formato ampliou o número de vagas e, ao mesmo tempo, criou um desequilíbrio maior entre algumas chaves.
O Grupo I é tratado como um dos mais difíceis da competição. França, Noruega e Senegal dividem a mesma chave, criando confrontos de alto nível já na primeira fase. O duelo entre Kylian Mbappé e Erling Haaland virou um dos jogos mais aguardados do torneio, mas especialistas destacam que Senegal também chega forte, especialmente pelo meio-campo físico e veloz.
Mbappé e Haaland (Oli Scarff/AFP/Getty Images)
Outro grupo apontado como pesado é o L, com Inglaterra, Croácia e Gana. A Inglaterra aparece como favorita, mas a experiência croata em torneios longos — chegou à final da Copa de 2018 e eliminou o Brasil nas quartas de final da Copa de 2022 — e a renovação da seleção ganesa aumentam o grau de dificuldade.
Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026 (TVT News)
Já o Grupo G foi apontado como um dos mais fáceis da edição. Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia formam uma chave sem uma superpotência consolidada no momento, o que abriu discussões sobre um possível caminho mais leve para quem se destacar por ali.
Parte do grupo C, junto de Marrocos, Haiti e Escócia, a Seleção Brasileira vê como principal desafio o primeiro confronto contra o Marrocos, que foi semifinalista da Copa do Mundo de 2022. Além disso, no último confronto entre as duas seleções, em um amistoso realizado em 2023, foi o time marroquino que levou a melhor: 2x1, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri.
RIO DE JANEIRO, BRASIL – 26 DE MAIO: Carlo Ancelotti é apresentado como novo técnico da Seleção Brasileira durante entrevista coletiva no Grand Hyatt Rio de Janeiro, em Rio de Janeiro, Brasil, em 26 de maio de 2025. ((Foto de Buda Mendes/Getty Images))
A expansão do Mundial divide opiniões. Por um lado, o novo formato pode aumentar o número de partidas sem grande peso competitivo, especialmente em grupos desequilibrados. Por outro, o modelo amplia as chances de seleções emergentes avançarem ao mata-mata, como o caso do Marrocos, em 2022, que foi o primeiro país africano a chegar à semifinal e, com isso, cria mais diversidade geográfica no torneio.
Além da força dos grupos, outro fator deve influenciar a Copa de 2026: a logística. As longas viagens entre cidades dos Estados Unidos, Canadá e México preocupam analistas e comissões técnicas. Segundo levantamento do UOL, o grupo C é o grupo com cidades mais próximas (maior distância é de Filadélfia a Toronto, com somente 800 km) e I é o que tem a menor distância entre partidas, de 155 quilômetros, entre Nova York e Filadélfia.
Os grupos G e J terão apenas três cidades na fase de grupos, mas no G haverá a maior distância entre partidas: 2.100 quilômetros entre Los Angeles e Vancouver.