Esporte

Com dívida bilionária, Botafogo busca vender Álvaro Montoro

A estratégia faz parte de um plano mais amplo de reforço de caixa

Até o momento, segundo o ge, não houve propostas oficiais por Alvaro Montoro (Ruano Carneiro/Getty Images)

Até o momento, segundo o ge, não houve propostas oficiais por Alvaro Montoro (Ruano Carneiro/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 4 de maio de 2026 às 19h47.

O Botafogo definiu como prioridade para a próxima janela de transferências a obtenção de receitas por meio da venda de jogadores. De acordo com o ge, a diretoria estabeleceu como meta a negociação do meia Álvaro Montoro por valores entre 25 e 30 milhões de euros, em uma operação planejada para ocorrer após a Copa do Mundo. A definição foi feita nesta segunda-feira, 4.

A estratégia faz parte de um plano mais amplo de reforço de caixa, que também contempla a possível saída do volante Danilo. Internamente, segundo o ge, o clube trabalha com a expectativa de arrecadar valores ainda mais elevados nessa negociação, buscando aproveitar a valorização dos atletas no mercado internacional.

A decisão está diretamente relacionada à situação financeira da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, cuja dívida já supera R$ 2 bilhões. O clube enfrenta pressões sobre o fluxo de caixa e pendências ligadas a operações anteriores, o que aumenta a necessidade de geração de receitas no curto prazo para preservar a estabilidade administrativa e evitar eventuais sanções esportivas.

Segundo o ge, até o momento não há propostas oficiais pelo meia Álvaro Montoro. No entanto, já existem sondagens e contatos iniciais com clubes da Europa. A diretoria considera a janela de transferências do meio do ano como um momento decisivo para avançar nas negociações e reforçar o caixa, mesmo reconhecendo o impacto esportivo que a saída de jogadores importantes pode causar no elenco.

Botafogo lista dívidas de mais de R$ 1,1 bilhão

A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo apresentou pedido de recuperação judicial com uma extensa lista de credores. Segundo levantamento publicado pela ESPN, o montante devido a clubes, jogadores, técnicos, empresários e fornecedores chega a R$ 1.119.102.671,96.

Clubes brasileiros

Entre os credores nacionais, destacam-se o Santos, com R$ 22,2 milhões, e o Grêmio, com R$ 20,4 milhões. Também figuram na lista o Ceará (R$ 5,2 milhões), o São Paulo (R$ 4,1 milhões), além de valores menores para Volta Redonda, Portuguesa, Nova Iguaçu e Hercílio Luz.

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