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Experian aposta em 'efeito dominó' para descarbonizar cadeia; entenda

Multinacional de dados quer que 78% dos gastos sejam com fornecedores e parceiros comprometidos com descarbonização; operação brasileira reduziu 70% das emissões desde 2019

Até 2029, 78% dos gastos da companhia serão com fornecedores sustentáveis e com foco em reduzir pegada de carbono

Até 2029, 78% dos gastos da companhia serão com fornecedores sustentáveis e com foco em reduzir pegada de carbono

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 09h00.

A Experian está apostando no engajamento de sua cadeia de suprimentos para ampliar o impacto de suas ações climáticas. A multinacional, que fornece análise de dados e informações de crédito para instituições financeiras e empresas, quer que 78% de seus gastos com fornecedores sejam direcionados a empresas que estabeleçam metas científicas de redução de carbono até 2029.

Hoje, 38% dos principais parceiros da companhia já assumiram compromissos de descarbonização. No último ano, quase 20% dos fornecedores firmaram o acordo, que exige não apenas estabelecer metas, mas também reportar os avanços anualmente.

"O maior impacto ambiental da Experian vem de atividades indiretas, ligadas à cadeia de suprimentos e à logística", explica Melissa Ferreira, head global de sustentabilidade da empresa. "Ao incentivar nossos fornecedores em todo o mundo a adotar metas e reportar suas emissões, estamos ampliando o alcance das nossas ações", conta.

Redução de escopo 3: como funciona?

A estratégia da companhia combina o engajamento direto com fornecedores estratégicos e a introdução de cláusulas contratuais focadas em sustentabilidade. Os contratos exigem reporte anual de emissões e o compromisso de estabelecer metas alinhadas à iniciativa Science Based Targets em até 24 meses.

A empresa oferece ainda suporte para capacitar fornecedores que já assinaram o compromisso. "Queremos ser parte ativa dessa transformação e mostrar que resultados concretos são possíveis quando sustentabilidade é tratada como prioridade estratégica", diz Ferreira.

Os desafios não são pequenos, segundo a head, já que a cadeia de suprimentos global da Experian vai desde grandes empresas com estruturas robustas até pequenas negócios com menos recursos disponíveis. Eles enfrentam custos adicionais para inventariar emissões e implementar planos de redução, além da complexidade regulatória com legislações ambientais que variam entre países.

Principais resultados

Desde 2019, a Experian já reduziu em 82% suas emissões diretas, superando a meta de reduzir 50% até 2030. Globalmente, 87% da energia consumida pela empresa vem de fontes renováveis. A companhia lançou recentemente seu Plano Global de Transição para Emissões Líquidas Zero, que reúne metas e ações para eliminar ou compensar 100% das emissões de carbono.

No Brasil, a Serasa Experian reduziu 70% das emissões diretas desde 2019 e alcançou 100% de uso de energia renovável em 2025. A operação brasileira também cortou 99% do uso de plásticos descartáveis desde 2023.

"Para contratos acima de determinado valor, o fornecedor deve assinar um compromisso de estabelecer metas baseadas na ciência", conta a head.

Do total de fornecedores comprometidos com a metodologia SBTi ao redor do mundo, 4% são da operação brasileira. A estratégia climática já impacta decisões sobre escolha de parceiros e investimentos, como a instalação de painéis solares na unidade de São Carlos e reformas em escritórios com certificações como LEED Gold.

"No Brasil, exploramos a conexão entre inclusão financeira e relevância climática", explica Ferreira. "Demonstramos como a evolução de produtos e serviços climáticos pode beneficiar a sociedade e o ecossistema financeiro."

Além de reduzir as próprias emissões, a empresa desenvolveu no Brasil produtos que ajudam o mercado financeiro a avaliar riscos climáticos. O Smart ESG e o Agro Score, por exemplo, permitem que bancos analisem riscos socioambientais de clientes e apoiem produtores rurais na transição para práticas mais sustentáveis. A ideia é conectar inclusão financeira e descarbonização.

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