ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

João Capobianco será presidente da COP15, sediada no Brasil

Secretário do Ministério do Meio Ambiente presidirá conferência das Partes sobre espécies migratórias realizada em Campo Grande

Muitas das espécies sob discussão na COP15 são animais conhecidos e presentes no Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

Muitas das espécies sob discussão na COP15 são animais conhecidos e presentes no Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 11h36.

A COP15, Conferência das Partes sobre as espécies migratórias de animais silvestres, que será realizada no Brasil, já conta com um presidente: João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, assumirá o posto.

O secretário — e agora presidente — contará com a missão de articular as negociações entre diferentes países para promover a conexão ecológica e proteger os ecossistemas que são habitat para as espécies migratórias.

Em nota, João Paulo Capobianco afirmou que as espécies migratórias de animais silvestres desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade, "gerando benefícios ambientais e econômicos, como o fortalecimento do turismo sustentável e do setor de serviços", disse.

A conferência, que será realizada de 23 a 29 de março em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, vai reunir governos, cientistas, povos indígenas e a sociedade civil para debater os desafios na proteção de milhares de animais silvestres. O objetivo é garantir a proteção de espécies que cruzam fronteiras internacionais pela terra, mar ou ar.

A COP15 marca a primeira vez que o Brasil recebe a reunião. Na América Latina, a última COP das espécies migratórias foi em 2014, no Equador.

Por que a COP15 será em Campo Grande?

A escolha do Mato Grosso do Sul como sede da COP15 é pela biodiversidade presente no estado, que abriga cerca de 75% do Pantanal. O bioma é considerado uma região estratégica para as roas migratórias nas Américas.

A ministra do meio ambiente e mudança do clima, Marina Silva, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela nomeação de Capobianco como presidente da COP15, afirmando que sua experiência como presidente do ICMBio e na liderança da secretaria-executiva do Ministério do Meio Ambiente são parte do que o tornam amplamente reconhecido na proteção dos recursos naturais.

O que são espécies migratórias?

Muitas das espécies sob discussão na COP15 são animais conhecidos e presentes no Brasil. Os mais conhecidos são a onça-pintada, o morcego-de-cauda-livre-mexicano e o falcão-peregrino.

Outras espécies também estão presentes no Brasil, como tubarões, arrais, parcela dos peixes de água doce, tartarugas, diversas famílias de espécies de pássaros, morcegos, baleias, pequenos cetáceos e alguns mamíferos marinhos.

A proteção do meio ambiente é intrínseca à segurança das espécies migratórias, uma vez que esses animais precisam de locais seguros para se alimentar, descansar e reproduzir.

Acompanhe tudo sobre:AnimaisAnimais em extinçãoPantanalMinistério do Meio Ambiente

Mais de ESG

A corrida pelas terras raras: como a crise climática tornou a Groenlândia alvo de Trump

Projeto de iluminação inteligente na Unicamp prevê redução de até 70% no consumo de energia

Trens híbridos e autônomos: a aposta da Rumo para cortar 62 mil toneladas de CO2

A COP30 passou, e agora? Os eventos climáticos para ficar de olho em 2026