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ESG na Prática: A importância da gestão e cultura corporativa

A organização que nunca pensou em práticas sustentáveis está tendo que fazer isso com agilidade, o que acaba resultando em ações rasas, além de provocar overwork, a sobrecarrega das equipes sob o pretexto da urgência e do propósito

Marina Vaz: não dá para falar em ESG sem falar primeiro em transformação cultural (Freepik/Reprodução)

Marina Vaz: não dá para falar em ESG sem falar primeiro em transformação cultural (Freepik/Reprodução)

Marina Vaz
Marina Vaz

Colunista

Publicado em 7 de outubro de 2023 às 08h20.

Até 2025, os consumidores optarão por produtos ou serviços que sejam menos prejudiciais ao ambiente, à saúde humana e à sociedade, segundo pesquisa realizada pela EY Parthenon, braço de consultoria de estratégia global da Ernst & Young. Isso mostra que pensar, falar e agir em ESG ( sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) não é mais “coisa de quem abraça árvore”. A discussão, agora, ganha contornos mais práticos e diretamente relacionados ao lucro financeiro.

A organização que nunca pensou de verdade em práticas sustentáveis e na diminuição de impactos está tendo que fazer isso com agilidade, o que acaba resultando em práticas pouco efetivas e rasas, além de provocar o que agora chamam de overwork, que nada mais é do que sobrecarregar as equipes sob o pretexto da urgência e do propósito, por exemplo.

Em contrapartida, quando uma organização se concentra em seu capital humano, em promover um ambiente interno saudável, os resultados tendem a ser mais sustentáveis e duradouros, porque isso não apenas proporciona as condições para um trabalho eficaz, mas também impulsiona o engajamento dos prestadores de serviço – que, por consequência, se comprometem a contribuir para o crescimento da empresa.

Ou seja, não dá para falar em ESG sem falar primeiro em transformação cultural. Por que, no fim das contas, essa é a base da implementação efetiva das práticas ESG. Não se trata apenas de patrocinar eventos e palestras para mostrar compromisso superficial com a causa. É uma mudança profunda, que requer ações concretas, e que impacta diretamente a instituição e seus clientes. Envolve a promoção de práticas que beneficiem a sociedade e o meio ambiente, a eliminação de ações prejudiciais e a reformulação do sistema de gestão e da cultura corporativa.

Quando feita com intencionalidade, não apenas transforma empresas, mas também deixa uma marca positiva na sociedade e no meio ambiente. É uma jornada que, embora desafiadora, traz benefícios significativos a longo prazo para as organizações e para o mundo.

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