ESG

Copa Energia faz acordo com a USP para desenvolver projeto de BioGLP

Durante quatro anos, a Copa Energia, dona das marcas Copagaz e Liquigás, investe em pesquisas para soluções em BioGLP, que emite até 80% menos carbono na combustão do que o de origem fóssil

Copa Energia e USP fecham parceria  (Copa/Divulgação)

Copa Energia e USP fecham parceria (Copa/Divulgação)

Marina Filippe

Marina Filippe

Publicado em 11 de fevereiro de 2022 às 14h30.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2022 às 14h47.

A Copa Energia, dona das marcas Copagaz e Liquigás, acaba de assinar um acordo de cooperação com a Universidade de São Paulo (USP) para desenvolver um projeto BioGLP nos próximos quatro anos. Com a iniciativa, a Copa Energia reforça sua parceira com a acadêmia, visto que já tem outro projeto em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Com a novidade, a Copa Energia vai formar mão de obra para o setor a partir do investimento de  cerca de R$ 600 mil para um pós-graduando, um mestrando e um doutorando, além do coordenador e vice-coordenador de pesquisa.

"Acreditamos na acadêmia como uma importante parceira para o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias que ajudem a encontrar a melhor solução de extração do BioGLP, um tema ainda incipiente no mundo e muito necessário para a transição energética mais limpa se comparada com outras fontes como o carvão", diz Pedro Turqueto, vice-presidente de estratégia e mercado da Copa Energia.

O BioGLP é um combustível gasoso de origem renovável obtido a partir do tratamento do lixo, do bagaço da cana-de-açúcar e do óleo vegetal, por exemplo. O gás renovável tem o mesmo desempenho que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) comercializado atualmente, conhecido popularmente como gás de cozinha.

Em termos químicos, o produto exerce a mesma função, se comparado ao tradicional. O diferencial é a sustentabilidade, uma vez que ele emite até 80% menos carbono na combustão do que o de origem fóssil. Por ser obtido a partir de fonte renovável, não há risco de agressão ao meio ambiente nem de esgotamento produtivo. Desde 2017, o continente europeu e os Estados Unidos já comercializam pequenas quantidades do produto.

"Começamos a conversa com a USP no início de 2021, agora entendemos o processo de documentação e esperamos, em breve, fechar mais parcerias com universidades numa velocidade ainda maior", diz Turqueto.

Segundo o executivo, no projeto com a UFMS há desenvolvimento de, por exemplo, o projeto piloto realizado com utilização do GLP para geração de energia na ala de higienização de covid dos profissionais da Saúde do HU – Hospital Universitário da UFMS, durante o pico de casos e o projeto em fase de estudo para utilização do GLP para geração de energia na criação de peixes, com foco no agronegócio.

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