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Jaguariúna Rodeo Festival: evento reforça medidas para ampliar inclusão e acessibilidade (Grupo DVT/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 08h22.
Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 18h25.
Receber 150 mil pessoas em quatro dias exige uma operação que começa muito antes dos shows. No Jaguariúna Rodeo Festival, o Grupo DVT incorporou à estrutura do evento uma série de iniciativas de acessibilidade, inclusão, gestão de resíduos, acolhimento e bem-estar animal.
O festival, que começou no fim de semana passado e termina nos dias 25 e 26 de setembro em Jaguariúna, no interior de São Paulo, deve movimentar mais de R$ 200 milhões na economia local. A proposta do grupo é tratar essas frentes como parte da operação.
Na acessibilidade, o evento conta com uma rota que conecta os diferentes espaços, plataformas elevadas nos setores e estacionamento exclusivo. Uma central na praça de alimentação faz o credenciamento de pessoas com deficiência e acompanhantes. Os shows do palco principal terão interpretação em libras, enquanto a etapa de rodeio do dia 25 contará também com audiodescrição.
Para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), o festival oferece kits sensoriais e uma equipe de monitores treinada para esse atendimento. A programação também prevê a participação de integrantes do Centro do Autismo de Jaguariúna na prova de rodeio e de uma criança autista na abertura da prova dos três tambores.
A operação ambiental inclui uma central de triagem e reciclagem instalada dentro do próprio festival. Os resíduos coletados têm sua destinação final identificada e catalogada. A iniciativa integra o Universo Eco, programa realizado pelo Instituto de Compromisso com o Desenvolvimento Humano (ICDH), ligado ao Grupo DVT.
O grupo também utiliza a certificação ISO 20121, norma internacional para sistemas de gestão de eventos sustentáveis, em suas operações, incluindo o Camarote Bar Brahma.
A preparação das equipes é outra frente. Ambulantes recebem treinamento sobre atendimento, higiene e hospitalidade, enquanto 30 lideranças das áreas de atendimento participam de uma capacitação em primeiros socorros realizada com profissionais do Hospital de Jaguariúna e do Corpo de Bombeiros.
Durante o festival, um espaço de acolhimento funciona das 19h às 7h para oferecer escuta qualificada e suporte emocional ou jurídico a pessoas que eventualmente enfrentem situações de violência, assédio, preconceito ou crises de ansiedade. Há ainda uma estrutura específica para menores em situação de vulnerabilidade ou que se percam durante o evento.
O bem-estar animal também ganhou uma frente própria. Em parceria com o Centro Universitário de Jaguariúna (UNIFAJ), o festival promove um workshop sobre esportes equestres, com treinamento sobre recepção de animais, atendimento emergencial e provas equestres.
Para Deborah Fornazari, CGO do Grupo DVT, a estratégia é incorporar essas práticas à operação do festival. “Nenhuma dessas ações está aqui por acaso. Trazer bem-estar animal, acessibilidade e inclusão para dentro do sertanejo, ou seja, testar o que ainda não é padrão no setor, é parte da nossa cultura”, afirma.