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A lista de espécies em risco vai além da Amazônia, incluindo biomas como Mata Atlântica e Cerrado (Divulgação)
Repórter de ESG
Publicado em 11 de abril de 2026 às 11h56.
O Brasil é considerado o país com a maior biodiversidade do planeta. São mais de 125 mil espécies animais catalogadas — entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes — segundo dados do IBGE.
Ainda assim, uma parte relevante dessa fauna está sob ameaça, pressionada principalmente pela perda de habitat, caça, poluição e mudanças climáticas. Embora a Amazônia concentre boa parte dessas espécies, o risco não se limita a um único bioma.
Veja algumas das espécies brasileiras ameaçadas de extinção:
Maior felino das Américas, a onça-pintada é peça-chave no equilíbrio dos ecossistemas.
Presente em diferentes regiões do país, ela sofre com o desmatamento e a caça, muitas vezes associada à expansão agropecuária.
Onça-pintada: caça ilegal, envenenamento e atropelamentos ameaçam espécie (Kim Schandorff/Getty Images)
Esse pequeno felino de hábitos noturnos vive principalmente em áreas de floresta e tem grande habilidade para se deslocar entre árvores. A destruição do habitat e o tráfico de animais são as principais ameaças.
Espécie típica de florestas tropicais, o macaco-aranha tem papel essencial na dispersão de sementes. A fragmentação das florestas e a redução de alimentos comprometem sua sobrevivência.
Uma das maiores aves de rapina do mundo, o gavião-real depende de grandes áreas preservadas. Ele precisa de árvores altas para nidificar, o que o torna especialmente vulnerável ao desmatamento.
Habitante dos rios amazônicos, o boto enfrenta ameaças como pesca ilegal, construção de hidrelétricas e mudanças no regime das águas.
Pesca irregular e descarte inadequado de materiais são ameaças ao boto-cor-de-rosa ( Ricardo Lima/Getty Images)
Mamífero aquático adaptado aos rios da região Norte, o peixe-boi sofre com alterações ambientais e já foi alvo de caça intensa no passado.
Conhecida como lontra-gigante, a ariranha vive em grupos e depende de rios limpos. A poluição — especialmente por garimpo — compromete diretamente sua sobrevivência.
Ave de plumagem amarela vibrante, a ararajuba é alvo frequente do tráfico de animais. Também sofre com a perda de áreas onde constrói seus ninhos.
Captura e tráficos de animais silvestres comprometem presença da ave no país (.)
Menos conhecida, essa pequena carnívora enfrenta pressão tanto pela caça quanto pela redução de habitat.
Endêmico da região de Manaus, esse pequeno primata vive em áreas cada vez mais fragmentadas. A urbanização e a competição com espécies invasoras estão entre os principais riscos.
A lista de espécies em risco vai além da Amazônia. O mico-leão-dourado, símbolo da Mata Atlântica, perdeu grande parte de seu habitat original.
O lobo-guará, típico do Cerrado, sofre com a expansão agrícola.
Já a baleia-franca-austral, no litoral, quase foi levada à extinção pela caça predatória e ainda se recupera lentamente.
Entre os principais motivos para a perda das espécies estão a expansão agrícola, o desmatamento, queimadas, o garimpo ilegal, a extração de petróleo em seus habitats e as mudanças no padrão climático.
Apesar das diferenças entre biomas e espécies, o padrão se repete: a pressão humana sobre os ambientes naturais segue como principal fator de risco.