Ciência

'Chefões' entre os predadores sobreviveram à maior extinção da Terra, diz estudo

Pesquisa sugere que predadores de topo continuaram presentes nos mares mesmo após o colapso de grande parte da biodiversidade marinha

Predadores: mares ainda abrigavam predadores capazes de sustentar redes alimentares completas (Animalia/Reprodução/-)

Predadores: mares ainda abrigavam predadores capazes de sustentar redes alimentares completas (Animalia/Reprodução/-)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 7 de março de 2026 às 15h38.

A maior extinção em massa da história da Terra, ocorrida há cerca de 252 milhões de anos, eliminou grande parte da vida marinha. Ainda assim, novas evidências indicam que os oceanos não ficaram totalmente devastados. Um estudo recente publicado na revista NewScientist sugere que predadores do topo da cadeia alimentar continuaram presentes nos mares logo após o evento.

Predadores sobreviveram

Conhecida como extinção do fim do Permiano, essa catástrofe eliminou mais de 80% das espécies marinhas e transformou profundamente os ecossistemas do planeta. Durante muito tempo, cientistas acreditaram que as cadeias alimentares haviam colapsado quase completamente após esse episódio.

A nova pesquisa aponta, porém, que a situação pode ter sido diferente. Mesmo com a perda massiva de espécies, os oceanos ainda apresentavam redes alimentares relativamente complexas. Isso significa que organismos predadores continuavam existindo e se alimentando de outras espécies, sinal de que a estrutura ecológica não havia desaparecido totalmente.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram registros fósseis e reconstruíram antigas cadeias alimentares marinhas. Os resultados indicam que alguns predadores conseguiram sobreviver ou se estabelecer rapidamente após o evento de extinção, ocupando posições importantes nos ecossistemas.

A vida após a extinção

A presença desses predadores é um indício relevante para entender como a vida se recuperou depois da maior crise biológica já registrada. Se as cadeias alimentares mantiveram níveis superiores de predadores, isso sugere que certos ecossistemas continuaram funcionando, mesmo em meio à enorme perda de biodiversidade.

Os cientistas afirmam que essa descoberta pode mudar a forma como se interpreta a recuperação da vida após grandes extinções. Em vez de um colapso completo seguido por uma lenta reconstrução, os oceanos podem ter mantido parte de sua complexidade ecológica, permitindo uma retomada mais rápida da biodiversidade.

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