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2025 foi o terceiro ano mais quente da história, diz Copernicus

Pesquisa aponta que os últimos três anos registraram temperaturas 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais em média

Última onda de calor de 2025 exigiu de 'medidas' para refrescar em grandes cidades ((Miguel Schincariol / AFP via Getty Images))

Última onda de calor de 2025 exigiu de 'medidas' para refrescar em grandes cidades ((Miguel Schincariol / AFP via Getty Images))

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 12h13.

O observatório europeu sobre as mudanças climáticas, o Copernicus, confirmou o que muitos sentiram na pele: 2025 entrou para a lista dos anos mais quentes da história, ficando atrás apenas de 2024 e 2023.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira, 14, mostram que a temperatura média chegou a 14,97 °C no último ano, ou seja, 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No entanto, o dado é 0,01 °C inferior ao nível em 2023 e 0,13 °C abaixo da média em 2024, que ainda lidera como o ano mais quente da história.

Com o resultado, a pesquisa identificou que os últimos 11 anos foram os 11 mais quentes da história. Outro dado preocupante é o fato de que nos últimos triênio, a média da temperatura superou de forma consistente o acordado no Acordo de Paris, de 1,5 °C.

Esse limite foi estipulado em 2015 para conter os efeitos mais graves das mudanças climáticas e seus reflexos nos recursos naturais.

Para os pesquisadores, o fato da temperatura ter se mantido em alta — apesar de boa parte de 2025 ter sido influenciado pelo fenômeno La Niña, que costuma resfriar as temperaturas globais — mostra que os padrões climáticos não operam mais a partir da variabilidade natural, mas sim sob forte influência da ação humana.

Variações mensais

Apenas fevereiro e dezembro ficaram abaixo das médias observadas em 2023, o segundo ano mais quente da história. Os demais meses, todos, ficaram acima desse patamar, sendo janeiro o mês mais quente.

Enquanto nos trópicos a temperatura foi mais amena, o cenário contrário foi percebido nos polos. Na Antártida, 2025 foi o ano mais quente já registrado. No Ártico, foi o segundo ano mais quente, com o registro de perdas severas de gelo marinho pelo derretimento.

Efeito na Europa

O continente já conhecido como o que mais aquece no mundo sofreu ainda mais em 2025. A Europa teve uma média de 10,41 °C, ou 1,17 °C acima da média de 1991 a 2020.

Março foi o mês mais quente registrado no continente, com uma média histórica de 2,41 °C de alta.

Principais causas

Pesquisadores afirmam que o aumento das emissões de gases de efeito estufa de atividade humana e o aumento das temperaturas na superfície do oceano, causado por eventos naturais, são as principais causas para esse aumento histórico.

Os efeitos conhecidos são muitos: nas florestas, a seca favorece incêndios de grandes proporções, como os vistos em Los Angeles no último ano. Nas cidades, ondas de calor ameaçam a vida de crianças e idosos, enquanto tempestades prejudicam a economia (como a produção agrícola) e afetam a infraestrutura de cidades.

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