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As tendências da tecnologia no centro dos negócios para 2026

Guia aponta cibersegurança, IA, automação e finanças programáveis como pilares estratégicos para as empresas brasileiras no próximo ano

A repatriação e soberania de dados ganham destaque em meio a regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (Pexels/Economídia)

A repatriação e soberania de dados ganham destaque em meio a regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (Pexels/Economídia)

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Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 19h02.

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A ManageEngine, divisão da ZohoCorp e referência em soluções de gerenciamento de TI, divulgou um panorama com as principais tendências tecnológicas para 2026. O estudo indica que a tecnologia irá assumir um papel ainda mais central na estratégia das empresas, impactando diretamente a segurança, a eficiência operacional e a inovação no mercado brasileiro.

Entre os destaques está o crescimento do mercado de cibersegurança, impulsionado pelo aumento de ataques cada vez mais sofisticados, potencializados pelo uso de inteligência artificial (IA). Fraudes automatizadas e ataques envolvendo biometria devem se intensificar, levando empresas a investir mais em proteção digital e em modelos como o SOC as a Service (SOCaaS), que reduz custos e amplia a capacidade de resposta a incidentes.

Outro ponto relevante são os desafios na gestão de ambientes híbridos e multicloud. Com a combinação de sistemas legados, cloud pública, Software como Serviço (SaaS) e edge computing, o foco das empresas deixa de ser a adoção da nuvem e passa a ser a otimização de custos, gestão de riscos e sustentabilidade. 

A sócia da área de Propriedade Intelectual, Tecnologia da Informação e Comunicações do escritório Trench Rossi Watanabe, Flávia Amaral, destaca que a inovação não é incompatível com a proteção de dados: a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) reconhece que o uso de grandes volumes e múltiplos ambientes é possível, desde que justificado e com salvaguardas proporcionais ao risco.

“A conformidade legal pode ser reforçada por avaliações de impacto, monitoramento contínuo e documentação das bases legais para cada tratamento, inclusive quando há transferência internacional de dados entre diferentes nuvens”, explica a advogada.

Uso responsável da IA

A repatriação e soberania de dados ganham destaque em meio a regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e aos incentivos governamentais para a expansão de data centers no Brasil, reforçando a necessidade de maior controle sobre informações estratégicas e conformidade legal.

No campo da inteligência artificial, 2026 marca a transição do hype para resultados concretos. As empresas devem focar em governança, métricas de retorno sobre investimento (ROI) e uso responsável da IA, envolvendo áreas como jurídico, compliance e conselho administrativo.

“Muitas empresas ainda subestimam riscos como o uso indevido de dados sensíveis em ferramentas de IA, a ausência de uma base legal clara para o tratamento em larga escala, decisões automatizadas sem transparência e a reprodução de vieses algorítmicos”, lembra Amaral. Outro ponto pouco percebido, segundo a advogada, é que colaboradores frequentemente utilizam ferramentas de IA sem saber que os dados enviados podem ser armazenados e usados para treinar modelos, aumentando o risco de incidentes. 

“Quando há risco ou dano relevante, esses incidentes precisam ser comunicados aos titulares dos dados e à ANPD. O uso de dados em IA deve buscar equilíbrio entre inovação e proteção à privacidade, tratando apenas o necessário para a finalidade pretendida”, destaca.

Tecnologia como diferencial competitivo

O relatório aponta ainda o Brasil como um laboratório de finanças programáveis, impulsionado pelo Pix, Open Finance e iniciativas do Banco Central, que abrem espaço para novos modelos de negócio baseados em Interfaces de Programação de Aplicações (APIs), tokenização e maior inclusão financeira.

Já a automação em larga escala surge como resposta à escassez de talentos em tecnologia. A combinação de IA generativa com plataformas low-code e no-code permitirá escalar operações com mais eficiência, mantendo a governança sob responsabilidade da área de TI.

Segundo a ManageEngine, compreender e antecipar essas tendências será essencial para que as empresas utilizem a tecnologia como um diferencial competitivo e alcancem seus objetivos de negócio em 2026.

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