Além do Brasil, outros 33 países utilizam a urna ou outros meios tecnológicos (Marcelo Camargo / Agência Brasil/Agência Brasil)
Publicado em 1 de março de 2026 às 09h07.
Nas eleições de 2026, o uso da urna eletrônica no Brasil chega à marca de 30 anos. Apesar do sistema ser antigo no país e ter sido submetido a testes de segurança, sua precisão foi questionada por alguns grupos nos últimos pleitos.
Entre 2012 e 2022, as urnas passaram por Testes Públicos de Segurança para verificar a segurança dos dados armazenados.
Candidatos, coligações, o Ministério Público (MP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os eleitores também podem solicitar processos de auditorias, caso desconfiem de fraudes ou outros problemas com as urnas.
Embora o nome sugira uma conexão com alguma rede, como acontece com outros itens eletrônicos, a urna eletrônica não possui conexão com a internet.
Justamente por esse motivo, não é possível hackear o sistema.
A contagem dos votos é realizada após o final do pleito, quando as urnas são recolhidas e armazenadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE).
Uma forma rápida de atestar que não houve fraude é a impressão da zerésima antes do uso da urna na eleição. Este é o boletim que mostra que a urna chegou aos eleitores sem nenhum voto prévio registrado.
Em 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro e as zonas eleitorais começam a receber o público às 8h.
A Justiça Eleitoral utiliza um processo exclusivo que conecta computadores tradicionais e as urnas para transferência dos dados após um dia de votos.
As informações da urna e o caminho utilizado para conexão com computadores são criptografados para evitar invasões e manipulações de dados.
Apenas um grupo restrito do TSE tem acesso ao software de proteção utilizado nas linhas. Porém, essas pessoas não terão acesso ao sistema de totalização.
Com essa distinção, é mais fácil controlar o acesso aos dados e reduzir a chance de fraudes.
O voto na urna eletrônica surgiu no Brasil para resolver dois problemas de fraude que alteravam os resultados das eleições.
Antes de 1994, o país utilizava os votos de papel e enfrentava cédulas duplicadas e votos desviados na contagem.
Naquele ano, fraudes no Rio de Janeiro (RJ) e a anulação de alguns resultados motivaram o país a buscar uma alternativa mais segura e prática para os anos seguintes.
Foi nesse contexto que a urna eletrônica entrou na política brasileira, e permanece há 30 anos.
Segundo um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea), 34 países utilizam ou já utilizaram algum tipo de sistema eletrônico nos pleitos nacionais, subnacionais ou em consultas específicas.
Confira a lista completa abaixo.