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Eleitor está mais preocupado com Neymar na Copa do que com eleição, diz marqueteiro

Lula Guimarães afirma que o eleitor somente estará atento na eleição quando a campanha começar de fato

Lula Guimãraes: o marqueteiro relembrou ainda dados de levantamentos eleitorais que mostram que a maioria do eleitorado decide o voto na véspera da eleição (Esfera/Divulgação)

Lula Guimãraes: o marqueteiro relembrou ainda dados de levantamentos eleitorais que mostram que a maioria do eleitorado decide o voto na véspera da eleição (Esfera/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 23 de maio de 2026 às 11h34.

Marqueteiro da campanha vencedora de João Doria à prefeitura de São Paulo em 2016, e com participação nas eleições de 2018, com Geraldo Alckmin, em 2022, com Soraya Thronicke, e em 2024, com Guilherme Boulos, Lula Guimarães vê que ainda é cedo para dar qualquer diagnóstico sobre a eleição presidencial desse ano.

"A verdade é que o cidadão brasileiro, aquele que está lá, o garçom do restaurante, o frentista do posto de gasolina, está mais interessado agora em saber se o Neymar vai jogar ou não vai jogar a Copa. Está mais interessado no desempenho da seleção brasileira. E depois vai ficar preocupado com a festa junina", disse Lula Guimarães durante painel no Fórum Esfera 2026, no Guarujá, que contou também com Duda Lima, Andrei Roman e Pedro Doria.

Ao comentar o Datafolha com cenários presidenciais divulgado no sábado e o desgaste de Flávio Bolsonaro com o vazamento de conversas com Daniel Vorcaro, Lula disse que o impacto foi relevante, mas que o eleitor só começará a se importar com a eleição mais perto do pleito, quando a propaganda eleitoral começar.

"Esse cara só vai se ligar no assunto da eleição quando tivermos a propaganda gratuita, os primeiros debates e a notícia esquentando", afirmou.

O marqueteiro relembrou ainda dados de levantamentos eleitorais que mostram que a maioria do eleitorado decide o voto na véspera da eleição.

"Mais da metade dos eleitores decide mesmo o voto uma semana antes de votar. Tem 30% que decidem na antevéspera e tem quase 20% que decidem na véspera", disse.

Lula, que não comandará nenhuma campanha nesse ano, relembrou ainda como os cenários mudam rapidamente. Ele citou a campanha de Alckmin em 2018 que, com grande tempo de TV, sucumbiu à candidatura de Jair Bolsonaro.

"Nós apostávamos em um grande crescimento de Geraldo quando estava com o programa de televisão e o Jair Bolsonaro, sem nenhum tempo, cresceu. E o episódio da facada fez com que ele ficasse fora da campanha e dos debates", afirmou.

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