Sahara Ray: modelo australiana revelou em 2024 que enfrentava consequências da síndrome de Guillain-Barré (Instagram/Reprodução)
Redatora
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 13h53.
A modelo australiana Sahara Ray, que teve um breve relacionamento com o cantor Justin Bieber, morreu aos 34 anos no último domingo, 18. Ela havia revelado, em 2024, que enfrentava consequências da síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara que pode provocar fraqueza muscular e paralisia.
A morte foi confirmada pela família ao portal americano TMZ, mas a causa não foi divulgada. Sahara ganhou notoriedade como modelo e influenciadora digital, acumulando cerca de 900 mil seguidores no Instagram.
Ela também criou a própria marca de moda praia, Sahara Ray Swim, e ganhou destaque internacional em 2016, quando foi fotografada ao lado de Justin Bieber durante uma viagem ao Havaí.
Segundo o Ministério da Saúde, esse ataque pode comprometer o funcionamento dos nervos e provocar fraqueza muscular, alterações de sensibilidade e, nos casos mais graves, paralisia.
A causa exata da síndrome ainda é desconhecida, mas muitos casos são precedidos por infecções bacterianas ou virais. Entre os agentes associados à doença está a bactéria Campylobacter jejuni, que pode provocar diarreia. Também existem associações com infecções como zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, gripe, hepatites e Covid-19.
Em situações mais raras, a síndrome pode ocorrer após cirurgias ou vacinação.
Além disso, a doença não é contagiosa. Uma pessoa pode transmitir um agente infeccioso associado ao desenvolvimento da síndrome, mas não a própria síndrome de Guillain-Barré.
Os primeiros sinais geralmente incluem fraqueza muscular, formigamento, dormência ou sensação de queimação, principalmente nas pernas. O Ministério da Saúde também destaca que, com a progressão da doença, os sintomas podem atingir os braços, o rosto e outras partes do corpo.
Entre as manifestações possíveis estão:
Nos quadros mais graves, a síndrome pode provocar dificuldade para falar, engolir ou respirar, além de alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco. Essas complicações podem exigir acompanhamento hospitalar.
O tratamento pode incluir a administração de imunoglobulina humana por via intravenosa, utilizada para reduzir a intensidade da resposta imunológica. Outra possibilidade é a plasmaférese, procedimento que permite filtrar o plasma sanguíneo para remover componentes envolvidos no ataque aos nervos.
De acordo com o Manual MSD, a recuperação também pode exigir técnicas de reabilitação, sobretudo quando o paciente apresenta dificuldades motoras ou alterações de sensibilidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a maioria das pessoas se recupera, embora o processo possa ser lento. Em alguns casos, permanecem sequelas, como perda de sensibilidade e limitações nos movimentos. A síndrome também pode provocar danos neurológicos de longo prazo e, em situações raras, ser fatal.