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Doença da Anitta: entenda a relação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla

Vírus é comum no ser humano e pode atingir 80 até 95% dos adultos

 (Ethan Miller/Getty Images)

(Ethan Miller/Getty Images)

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Antonio Souza

8 de dezembro de 2022, 08h09

A cantora Anitta revelou, no último sábado, 5, que foi diagnosticada com vírus EBV (Vírus Epstein-Barr), causador da mononucleose ("doença do beijo"). A revelação ocorreu durante o documentário "Eu" em que a atriz Ludmila Dayer, diagnosticada com esclerose múltipla, fala sobre o tema.

Após o relatos da cantora e atriz, algumas dúvidas surgiram a respeito da relação do vírus com a esclerose múltipla. Segundo Ludmila Dayer, que teve a doença diagnosticada em setembro, a suspeita é de que o problema tenha sido desencadeado pelo vírus.

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O que é Epstein-Barr?

Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, a médica imunologista Ana Paula Castro, afirma que o Epstein-Barr, ou EBV, é um vírus comum do ser humano e pode atingir 80 até 95% dos adultos. Ele pode ser transmitido pela saliva, transfusões de sangue e por meio do contato com objetos contaminados.

Quais os sintomas da Epstein-Barr ou "doença do beijo"?

A manifestação clínica da doença pode causar febre, mal-estar, dor de garganta e cansaço. Esses sintomas se assemelham muito a uma gripe ou amigdalite, e por ter evolução benigna, diminui com o passar dos dias.

O que é esclerose múltipla?

Conforme a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, é uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

Embora a doença ainda seja de causas desconhecidas, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes geralmente jovens adultos, principalmente mulheres entre 20 e 40 anos. É até três vezes mais comuns em mulheres do que homens.

Qual a relação entre Epstein-Barr e esclerose múltipla?

A relação entre o vírus e a esclerose foi desenvolvida através de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard. Os pesquisadores entrevistaram mais de 10 milhões de pessoas que haviam sido diagnosticados com a doença e nos resultados, a maior parte continha o vírus no corpo.

Apesar disso, ainda não há uma conclusão concreta de que o vírus desencadeie a doença. Ao que tudo indica, a as pessoas que desenvolvem o vírus possui maiores riscos de ter a doença.

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