Eclipse solar: fenômeno voltará a cruzar parte do território brasileiro após mais de 50 anos (Aubrey Gemignani/NASA)
Redatora
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 17h43.
O eclipse solar total desta quarta-feira, 12, foi acompanhado por milhões de pessoas na Europa, Groenlândia e Islândia, mas não no Brasil. Para os brasileiros, a espera por um novo espetáculo desse tipo já dura mais de três décadas e ainda levará alguns anos para terminar.
De acordo com a Nasa, o próximo eclipse solar total visível no país está previsto para 12 de agosto de 2045, quando a Lua encobrirá completamente o Sol em parte do território brasileiro. A última vez que isso aconteceu foi em 3 de novembro de 1994.
Existem quatro tipos de eclipse solar:
Embora o próximo eclipse solar total no Brasil só aconteça em 2045, outros fenômenos poderão ser observados antes dessa data.
De acordo com o calendário da Nasa, em 6 de fevereiro de 2027, ocorrerá um eclipse solar anular, quando a faixa do chamado "anel de fogo" atravessará parte do território brasileiro.
Já em 2 de agosto de 2027, o Brasil poderá acompanhar um eclipse solar parcial. Nesse caso, a faixa de totalidade passará por outras regiões do planeta, enquanto os brasileiros verão apenas uma parte do Sol encoberta pela Lua.
O último eclipse solar total observado no Brasil ocorreu em 3 de novembro de 1994. Poucos meses depois, em 24 de abril de 1995, o país registrou um eclipse solar anular. Desde então, os brasileiros acompanharam eclipses parciais e um grande eclipse anular em 14 de outubro de 2023, sem que a faixa de totalidade voltasse a cruzar o território nacional.
Assim, o eclipse de 12 de agosto de 2045 encerrará um intervalo de 51 anos sem um eclipse solar total visível no Brasil e deverá se tornar um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas.
Diferentemente dos eclipses lunares, não é seguro olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo quando ele está parcialmente encoberto pela Lua.
A observação deve ser feita apenas com óculos certificados para eclipse solar, telescópios equipados com filtros solares específicos ou vidro de soldador de tonalidade 14 ou superior.
Óculos de sol comuns, chapas de raio X, filmes fotográficos e outros materiais improvisados não protegem a visão e podem causar danos permanentes aos olhos. Apenas durante a breve fase de totalidade — para quem estiver exatamente dentro da faixa onde o Sol ficará totalmente encoberto — é seguro observar o fenômeno sem filtros especiais.