Repórter
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 13h52.
Quem não conseguiu acompanhar o eclipse solar deste ano terá uma nova oportunidade em 2027. Em 2 de agosto de 2027, um novo eclipse solar total, descrito como o “eclipse do século”, terá uma fase de totalidade que poderá superar seis minutos.
O fenômeno será o eclipse com maior duração em uma região de fácil acesso até 2114. No ponto de maior eclipse, localizado no Egito, a totalidade — período em que a Lua encobre completamente o Sol — chegará a seis minutos e 23 segundos.
A duração será superior à registrada no eclipse deste ano, cuja totalidade alcançou dois minutos e 18 segundos no ponto máximo. O trajeto previsto para 2027 também permitirá observar o fenômeno em diferentes regiões, sem a necessidade de viajar ao Egito.
A faixa de totalidade passará pelo Estreito de Gibraltar e seguirá por áreas do Norte da África e do Oriente Médio. Partes da Europa também estarão no percurso, com diferentes tempos de escuridão conforme a localização.
A Espanha estará novamente entre os países onde será possível acompanhar a totalidade, embora as cidades contempladas sejam diferentes das incluídas no trajeto do eclipse deste ano. Em Marbella, a fase terá duração de três minutos e 21 segundos. Em Cádiz, serão dois minutos e 56 segundos.
Ceuta e Melilla, territórios espanhóis situados na costa do Norte da África, terão quatro minutos e 49 segundos e quatro minutos e 34 segundos de totalidade, respectivamente. Em Gibraltar, território britânico ultramarino, o período chegará a quatro minutos e 28 segundos.
Na Itália, Lampedusa, uma das Ilhas Pelágias, registrará dois minutos e 56 segundos de totalidade. Em Marrocos, Tânger terá quatro minutos e 51 segundos. Na Tunísia, diferentes cidades estarão dentro da faixa do eclipse, entre elas Sfax, cidade portuária no sudeste do país, onde a totalidade terá dois minutos e 56 segundos.
O Egito concentrará os maiores períodos de totalidade. No oásis de Siwa, serão cinco minutos e 33 segundos; em Asyut, seis minutos e sete segundos; e, em Luxor, seis minutos e 22 segundos. O país deve receber umbrafílicos, termo usado para pessoas que viajam para acompanhar eclipses.
Na Arábia Saudita, a totalidade terá duração de cinco minutos e 53 segundos em Jidá e de cinco minutos e 10 segundos em Meca.Para quem pretende viajar às regiões atravessadas pelo eclipse, a disponibilidade de hospedagem já é um fator a considerar. Parte dos hotéis está esgotada, enquanto as unidades ainda disponíveis apresentam preços mais altos.
As temperaturas também podem mudar durante o fenômeno. Kelly Korreck, cientista responsável pelo programa de eclipses da sede da NASA, afirmou à Euronews Travel que a temperatura poderia cair até 10°C durante o evento.
Antes de outros eclipses totais, um eclipse solar anular ocorrerá, em 26 de janeiro de 2028. Nesse tipo de fenômeno, a Lua não cobre completamente o Sol, o que produz o efeito conhecido como "anel de fogo".
O eclipse começará na América do Sul e depois passará por Portugal, incluindo a Madeira, e por cidades espanholas como Barcelona, Córdoba, Cádiz e Sevilha. A cobertura máxima prevista será de aproximadamente 84%.
Meses depois, em 22 de julho de 2028, Austrália e Nova Zelândia estarão no trajeto de outro eclipse solar total. Sydney, Queenstown e Dunedin estão entre as cidades incluídas na faixa de totalidade.