Eclipse solar total: Brasil espera desde 1994 por uma nova passagem da faixa de totalidade (George Pachantouris/Getty Images)
Redatora
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 14h14.
O eclipse solar total desta quarta-feira, 12, poderá ser observado em partes da Europa, Groenlândia e Islândia, mas não será visível no Brasil. Para os brasileiros, a última oportunidade de acompanhar um fenômeno desse tipo ocorreu há mais de três décadas.
O último eclipse solar total observado em território brasileiro ocorreu em 3 de novembro de 1994. Durante a fase de totalidade, a Lua encobriu completamente o Sol por alguns instantes, permitindo a observação da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera da estrela. Depois disso, o Brasil registrou eclipses anulares e parciais, mas nenhum outro eclipse solar total.
Esse tipo de fenômeno ocorre quando Sol, Lua e Terra ficam perfeitamente alinhados, fazendo com que a sombra da Lua percorra uma estreita faixa da superfície terrestre.Um eclipse solar total acontece quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela por alguns instantes.
Durante esse breve período, chamado de totalidade, apenas a coroa solar permanece visível ao redor da Lua. Isso só é possível porque, vistos da Terra, Sol e Lua parecem ter praticamente o mesmo tamanho aparente, embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua e esteja aproximadamente 400 vezes mais distante.
Os eclipses solares são classificados em quatro categorias:
A próxima oportunidade de observar um eclipse solar total no Brasil está prevista para 12 de agosto de 2045, segundo o calendário da Nasa.
Antes disso, porém, outros eclipses poderão ser vistos no país. Em 6 de fevereiro de 2027, parte do território brasileiro acompanhará um eclipse solar anular, conhecido pelo efeito do "anel de fogo".
Já em 2 de agosto de 2027, será possível observar um eclipse solar parcial, quando apenas uma parte do disco solar ficará encoberta pela Lua.
Observar o Sol sem proteção adequada pode causar danos permanentes à retina e até perda irreversível da visão.
Somente durante a fase de totalidade — e apenas para quem estiver exatamente dentro da faixa onde o Sol estiver completamente encoberto pela Lua — é seguro olhar diretamente para o fenômeno sem filtros especiais.
Em qualquer outra etapa do eclipse, inclusive durante eclipses parciais e anulares, é indispensável utilizar óculos certificados para eclipse solar (ISO 12312-2) ou equipamentos específicos com filtros solares apropriados. Óculos de sol comuns, chapas de raio X, filmes fotográficos e outros materiais improvisados não oferecem proteção suficiente.