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Redação Exame
Publicado em 22 de março de 2026 às 11h27.
Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 deve provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão máxima em determinadas regiões do planeta. Segundo astrônomos, será o eclipse mais longo visível em terra firme ao longo do século XXI.
O fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar e transformando o dia em noite por alguns minutos nas áreas atingidas pela chamada faixa de totalidade.
Especialistas classificam o evento como um dos mais relevantes da década para a astronomia. Em comparação, o eclipse total registrado em 2024 teve pouco mais de quatro minutos de duração.
A duração incomum do fenômeno está ligada a um alinhamento específico entre os astros. Em 2027, a Lua estará em seu ponto mais próximo da Terra (perigeu), enquanto o planeta estará mais distante do Sol (afélio).
Essa combinação faz com que o disco lunar aparente ser maior no céu, permitindo que cubra completamente o Sol por mais tempo.
O eclipse não será visível integralmente em todo o planeta. A faixa de totalidade deve atravessar regiões da:
Entre os países com melhor visibilidade estão Espanha, Marrocos, Egito e Arábia Saudita. Em cidades como Luxor, no Egito, a escuridão pode ultrapassar seis minutos.
Fora dessa faixa, o fenômeno será observado apenas de forma parcial.
Durante o pico do eclipse solar total, será possível observar a coroa solar, camada externa do Sol que normalmente não é visível a olho nu. A temperatura pode cair temporariamente, e o ambiente tende a escurecer como no início da noite.
Um eclipse com características semelhantes não deve ocorrer novamente antes de 2100, o que aumenta a expectativa para observadores e para o turismo astronômico.
Não é seguro olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. A recomendação é utilizar óculos certificados para eclipse solar, que filtram a radiação e evitam danos permanentes à visão.