Governo americano confirmou a perda do satélite, mas não informou se a destruição ocorreu por falha, colisão ou outro fator (Nasa/Divulgação)
Repórter
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 11h47.
Última atualização em 29 de setembro de 2026 às 12h23.
O satélite espião americano USA 32, lançado em 1988 para interceptar sinais soviéticos durante a Guerra Fria, explodiu em órbita em 13 de setembro, segundo as Forças Espaciais dos EUA. O equipamento se fragmentou a cerca de 775 quilômetros de altitude, e especialistas consultados pelo site Live Science apontam colisão, impacto de rocha espacial ou falha por fim da vida útil.
Um satélite espião dos Estados Unidos explodiu em órbita no dia 13 de setembro. A ocorrência foi confirmada pelas Forças Espaciais dos EUA e divulgada inicialmente pelo site Live Science nesta segunda-feira, 28. As autoridades americanas ainda não informaram a causa do incidente.
Identificado como USA 32, também chamado de Farrah III, o equipamento foi lançado em setembro de 1988. Documentos secretos desclassificados pelo governo dos Estados Unidos neste ano indicaram que o satélite integrava um programa destinado à interceptação de sinais de rádio e de radares soviéticos durante a Guerra Fria.
Dados de monitoramento espacial citados pela Live Science apontam que o satélite se fragmentou a aproximadamente 775 quilômetros de altitude em relação à superfície terrestre. O serviço S2A também identificou fragmentos do equipamento distribuídos pela órbita da Terra.
Até a publicação desta reportagem, o governo americano não havia divulgado informações adicionais sobre o episódio ou sobre os fatores que levaram à destruição do satélite.
Especialistas consultados pela Live Science apontaram três possíveis explicações para a fragmentação do equipamento:
O registro da explosão ocorreu um dia antes de o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, declarar que o país mantém armas de controle espacial, equipamentos desenvolvidos para atuar contra sistemas em órbita. O representante não informou quais dispositivos fazem parte dessa capacidade nem explicou como eles operam.
“Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, disse Meink durante um discurso.
Um funcionário do governo americano ouvido pelo jornal The Washington Post sob condição de anonimato afirmou que o equipamento teria capacidade de destruir um satélite adversário caso ele estivesse sendo utilizado em uma ação contra tropas ou satélites dos Estados Unidos.
O reconhecimento público dessa capacidade ocorreu pela primeira vez por parte do governo americano. Nos últimos anos, autoridades dos EUA afirmaram que China e Rússia realizam atividades militares no espaço, incluindo operações com lasers e métodos de interferência destinados a afetar satélites americanos.
O USA 32 explodiu em órbita em 13 de setembro, segundo confirmação das Forças Espaciais dos EUA divulgada inicialmente pelo site Live Science. As autoridades americanas ainda não informaram a causa do incidente.
O USA 32 integrava um programa de interceptação de sinais de rádio e de radares soviéticos durante a Guerra Fria, segundo documentos secretos desclassificados pelo governo dos Estados Unidos. O equipamento, também chamado de Farrah III, foi lançado em setembro de 1988.
O USA 32 se fragmentou a aproximadamente 775 quilômetros da superfície terrestre, de acordo com dados de monitoramento espacial citados pelo site Live Science. O serviço S2A também identificou fragmentos do equipamento distribuídos pela órbita da Terra.
Especialistas consultados pelo site Live Science apontaram três hipóteses: colisão com outro objeto em órbita, impacto de uma pequena rocha espacial ou falha relacionada ao fim da vida útil. O satélite permaneceu quase quatro décadas no espaço.
Os Estados Unidos mantêm armas de controle espacial em órbita, afirmou Troy Meink, secretário da Força Aérea americana. Um funcionário do governo ouvido sob anonimato pelo jornal The Washington Post disse que o equipamento teria capacidade de destruir um satélite adversário usado contra tropas ou satélites americanos.