Ciência

Estudo: aquecimento global está prejudicando o sono de humanos

Cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, acreditam que o aquecimento global vai afetar, principalmente, o sono de quem mora em países emergentes

Noite bem dormida: adultos precisam de 7 horas de sono para atingir o descanso pleno (g-stockstudio/Thinkstock)

Noite bem dormida: adultos precisam de 7 horas de sono para atingir o descanso pleno (g-stockstudio/Thinkstock)

Se as temperaturas continuarem aumentando, como prevê a maioria dos pesquisadores que estudam as mudanças climáticas, há indícios de que as noites de sono dos seres humanos não serão mais tão tranquilas.

A preocupante constatação surge de um estudo feito por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que concluíram que, em noites muito quentes, acima de 30°C, a duração do sono diminui cerca de 14 minutos.

Em temperaturas de 25°C, que ocorrem em algumas regiões do Brasil, o efeito gerado é um ligeiro aumento da probabilidade da pessoa dormir menos de 7 horas -- considere que abaixo disso não é suficiente para um adulto descansar.

Os cientistas chegaram aos dados após analisar o registro de sono em smartwatches de mais de 47 mil adultos, de 68 países. As informações foram cruzadas com dados meteorológicos globais. O estudo completo foi publicado na revista One Earth.

A descoberta também lança luz sobre as questões de desigualdade no acesso a tecnologias que controlem a temperaturas em casa, como o ar condicionado.

Acompanhe tudo sobre:SonoPesquisa

Mais de Ciência

Cientistas descobrem ‘armas metálicas’ que tornam escorpiões mais letais

Por que cérebros de polvos estão fascinando os neurocientistas

Estresse 'oculto' pode acelerar perda de memória em idosos, aponta estudo

Cardio ou musculação? Ciência revela o melhor treino para viver mais