Gravidez: condição pode incluir náuseas e vômitos intensos em casos de hiperêmese gravídica (Oscar Wong/Getty Images)
Redatora
Publicado em 15 de abril de 2026 às 06h09.
Um estudo sobre enjoo na gravidez identificou seis novas ligações genéticas associadas à hiperêmese gravídica (HG), forma mais grave de náuseas e vômitos na gestação. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira, 14, na revista Nature Genetics.
A condição afeta cerca de 2% das mulheres grávidas. O trabalho analisou dados de 10.974 mulheres com HG e 461.461 indivíduos do grupo de controle, incluindo populações de diferentes origens.
A hiperêmese gravídica é caracterizada por náuseas e vômitos intensos durante a gravidez. A condição pode causar desidratação e perda de peso.
Pesquisas anteriores já haviam identificado associação com o gene GDF15, ligado à regulação de náuseas.
O estudo identificou dez genes associados à condição. Quatro já eram conhecidos:
Outros seis genes foram associados pela primeira vez:
Segundo os pesquisadores, esses genes estão relacionados a hormônios da gravidez, apetite, metabolismo e funcionamento cerebral.
O gene TCF7L2 se destaca por estar associado ao diabetes tipo 2 e ao diabetes gestacional.
Os pesquisadores também observaram ligação entre a hiperêmese gravídica e outros desfechos, como:
Atualmente, o tratamento mais utilizado é a ondansetrona, que reduz os sintomas de forma parcial.
A equipe recebeu aprovação para iniciar testes com metformina. O objetivo é avaliar se o uso antes da gravidez pode reduzir náuseas e vômitos em mulheres com histórico da condição.
Segundo o estudo, a ampliação do número de genes associados pode contribuir para novas abordagens terapêuticas.