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Como saber se estou tendo um infarto?

Brasil registra até 400 mil casos de infarto por ano; saiba como identificar

Infarto: conheça os fatores de risco e saiba como se previnir (Reprodução/Freepik)

Infarto: conheça os fatores de risco e saiba como se previnir (Reprodução/Freepik)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 29 de março de 2026 às 09h43.

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O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano, segundo o Ministério da Saúde. A doença é a maior causa de mortes no país, com um óbito a cada cinco a sete ocorrências.

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o infarto agudo do miocárdio ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o coração, geralmente causada por placas de gordura ou coágulos que obstruem as artérias.

O que é infarto?

O infarto é a morte de células do músculo cardíaco provocada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo. O coração distribui sangue por meio da aorta e das artérias coronárias. Quando uma dessas artérias é obstruída, o tecido deixa de receber oxigênio.

O Ministério da Saúde informa que o evento pode atingir diferentes áreas do coração e, em casos raros, pode ocorrer por contração da artéria ou deslocamento de coágulos formados no próprio órgão.

Principais sinais de um infarto:

  • Fadiga: cansaço intenso, mesmo sem esforço, podendo surgir dias ou semanas antes;
  • Dor no estômago: pressão abdominal e dor repentina;
  • Dor no peito: pode atingir diferentes regiões do tórax e causar sensação de peso;
  • Náusea, tontura e falta de ar: podem ocorrer de forma conjunta e sem causa aparente;
  • Suor frio repentino: mais comum em mulheres, associado a alterações cardiovasculares;
  • Dor no pescoço e mandíbula: pode surgir de forma gradual ou súbita;
  • Dor torácica: sensação de pressão no peito, mais frequente em homens;
  • Dor nos braços: pode irradiar do peito para braços, ombros, cotovelos e costas, com dormência;
  • Tosse persistente: associada ao acúmulo de secreções, podendo haver presença de sangue;
  • Inquietação: ansiedade, agitação e insônia;
  • Batimentos cardíacos irregulares: ritmo acelerado com tontura e fraqueza;
  • Inchaço corporal: principalmente em pernas, pés e abdômen, com possível ganho de peso;

Em diabéticos e idosos, o infarto pode ocorrer sem sinais específicos, exigindo atenção a mal-estar súbito.

Fatores de risco e prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, fatores como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, colesterol alto e estresse aumentam o risco. Pessoas com diabetes ou hipertensão têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer infarto.

A prevenção inclui prática regular de atividades físicas, alimentação adequada e evitar consumo de álcool e tabaco.

O que fazer ao identificar sintomas?

O Ministério da Saúde informa que o atendimento imediato é essencial para reduzir o risco de morte. O protocolo orienta que o contato seja feito com o SAMU, pelo 192. A equipe realiza o diagnóstico no local, inicia o atendimento na ambulância e comunica o hospital antes da chegada do paciente.

O diagnóstico é confirmado com exames como eletrocardiograma e testes de sangue, e o tratamento pode incluir medicamentos, como anticoagulantes, e procedimentos cirúrgicos.

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