(MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)
Agência
Publicado em 9 de março de 2026 às 15h36.
A empresa chinesa AdaSpace lançou em 14 de maio de 2025, no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, 12 satélites da missão “Constelação de Computação Espacial 021”. O foguete Longa Marcha-2D colocou os equipamentos em órbita e iniciou a primeira constelação de computação espacial do mundo.
O projeto integra o plano “Star Computing”, que prevê a criação de uma rede com 2.800 satélites de computação até 2030. A iniciativa busca oferecer poder computacional para aplicações de inteligência artificial diretamente no espaço.
Segundo Zhao Hongjie, vice-presidente executivo da AdaSpace, a empresa pretende acelerar a implantação da rede a partir de 2026, após a operação inicial da constelação.
A companhia também executou em órbita o modelo de linguagem Qwen3, da Alibaba, para realizar tarefas de inferência diretamente no espaço. Com isso, a empresa afirma ter iniciado os primeiros serviços comerciais de computação em órbita.
O plano prevê uma infraestrutura capaz de atingir cerca de 100 mil PetaOPS de capacidade de inferência e até 1 milhão de PetaOPS para treinamento de modelos de inteligência artificial. A rede deve atender aplicações de IA em ambientes espaciais, terrestres, marítimos e aéreos.
Para ampliar a produção de satélites, a AdaSpace implantou um sistema de manufatura com inteligência artificial que combina design automatizado, produção por manufatura aditiva e inspeção digital. Segundo a empresa, o processo reduziu o peso das espaçonaves em 40% e o tempo de desenvolvimento em 80%.
A cidade de Chengdu reúne parte dessa cadeia industrial. O China Electronics Technology Group desenvolveu sistemas de comunicação entre satélites e entre satélite e Terra usados em projetos comerciais. Já a empresa i-Space constrói uma base industrial na cidade com investimento de 3,3 bilhões de yuans.
O governo local definiu a indústria espacial comercial como área estratégica para o período do 15º Plano Quinquenal da China. A expectativa é ampliar a infraestrutura espacial de computação e apoiar a expansão da economia digital chinesa.