Ciência

Artemis II: Nasa usou tecnologia da USP em missão para a Lua

Tecnologia brasileira monitorou o sono de astronautas com dados biológicos durante missão da Nasa

Artemis II: os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen estão fizeram viagem de dez dias ao redor da Lua

Artemis II: os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen estão fizeram viagem de dez dias ao redor da Lua

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 16 de abril de 2026 às 12h43.

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A Nasa utilizou uma tecnologia desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) para monitorar os astronautas da missão Artemis II, que sobrevoou a lua entre os dias 1º e 10 de abril.

O dispositivo, chamado actígrafo, foi desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia, isto é, a ciência que estuda os ritmos biológicos e estudos do sono.

O equipamento é utilizado no pulso e permite monitoramento contínuo de variáveis biológicas.

Entre os dados registrados estão padrões de sono, nível de atividade e exposição à luz. O equipamento também mede movimento corporal, intensidade luminosa e composição espectral da luz, incluindo a chamada luz azul, associada à regulação do ciclo sono-vigília.

A tecnologia foi criada a partir de pesquisas financiadas pelo programa Pipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Posteriormente, o dispositivo foi aprimorado e passou a ser produzido pela empresa Condor Instruments, localizada também em São Paulo.

Aplicação no espaço e na Terra

No contexto espacial, o actígrafo foi utilizado para acompanhar os ritmos circadianos dos astronautas, com impacto na saúde, desempenho e segurança durante as missões.

Além das missões espaciais, o dispositivo também pode ser aplicado em estudos sobre distúrbios do sono e, segundo a USP, pode orientar políticas públicas relacionadas à qualidade de vida.

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