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Valentino Garavani, estilista italiano, morre aos 93 anos

Segundo a fundação do estilista, a morte ocorreu na residência de Valentino, em Roma

Valentino Garavani: estilista italiano morreu em janeiro de 2026, aos 93 anos ( Daniele Venturelli/Getty Images)

Valentino Garavani: estilista italiano morreu em janeiro de 2026, aos 93 anos ( Daniele Venturelli/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 14h16.

Última atualização em 19 de janeiro de 2026 às 14h32.

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O estilista italiano Valentino Garavani, fundador da grife que leva seu nome, morreu aos 93 anos nesta segunda-feira, 19 de janeiro. A informação foi divulgada pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, entidade que leva o nome do estilista e de seu sócio de longa data. A causa da morte do artista e empresário não foi informada.

"Valentino Garavani faleceu hoje em sua residência em Roma, cercado por seus entes queridos", disse a empresa no Instagram.

O velório do estilista será realizado nesta quarta e quinta-feira, enquanto o funeral acontecerá em Roma nesta sexta-feira, 23 de janeiro, segundo informações da agência Reuters.

Conheça a trajetória do estilista

Reconhecido como um dos nomes mais relevantes da alta-costura no século XX, Valentino consolidou uma identidade visual marcada por um glamour de apelo internacional. A estética desenvolvida por ele influenciou desfiles, tapetes vermelhos e vestuário de cerimônias por décadas, com destaque para a presença constante do “Valentino red”, ou “vermelho Valentino”, cor que se tornou símbolo de sua assinatura criativa.

Nascido em 1932, na cidade de Voghera, norte da Itália, Valentino Clemente Ludovico Garavani iniciou sua trajetória profissional ainda jovem, movido pela inspiração do cinema clássico hollywoodiano. Após mudar-se para Paris, formou-se pela École des Beaux-Arts e pela Chambre Syndicale de la Couture, onde teve passagem por ateliês como os de Jean Dessès e Guy Laroche.

Em 1959, o estilista voltou à Itália e fundou seu primeiro estúdio na Via Condotti, em Roma. Na mesma época, conheceu Giancarlo Giammetti, com quem estruturou a maison Valentino. A estreia oficial da marca ocorreu em 1962, no Palazzo Pitti, em Florença, com forte recepção internacional e imediato reconhecimento da grife como representação do luxo italiano.

Ao longo dos anos 1960 e 1970, Valentino tornou-se o costureiro preferido de clientes como Jackie Kennedy Onassis, Sophia Loren e Elizabeth Taylor, além de integrantes da realeza europeia. Seu trabalho, frequentemente descrito por publicações como W Magazine e Harper’s Bazaar, moldou parte da percepção moderna da elegância italiana.

O repertório visual da marca inclui tecidos leves como chiffon, elementos como laços e flores, e contrastes cromáticos entre preto e branco. Sua abordagem é citada por críticos como uma combinação precisa entre teatralidade e estrutura técnica, refinada ao longo de sua formação.

Mesmo após sua aposentadoria, anunciada em 2008, o legado de Valentino foi mantido por nomes como Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, que assumiram a direção criativa da marca. A dupla atualizou os códigos visuais da grife para novos públicos, sem abrir mão da narrativa artesanal que caracteriza sua origem.

O nome de Valentino permanece associado a um ideal de moda alinhado à exclusividade e ao trabalho manual, mantendo sua influência como um dos pilares da moda italiana na cena global.

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