Sabrina Sato prepara marca de moda infantil e amplia atuação digital

Apresentadora encabeça estratégias de influência para celebridades e conta como transformou os “15 minutos da fama do BBB” em uma trajetória rentável e consistente
 (Lucas Mennezes/Divulgação)
(Lucas Mennezes/Divulgação)
Por Pedro DinizPublicado em 15/02/2021 06:00 | Última atualização em 16/02/2021 07:39Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Seis sociedades, quinze contratos publicitários, sete licenciamentos. Uma das apresentadoras mais bem quistas pelo público brasileiro e seguida por um batalhão de 29,3 milhões de pessoas nas redes sociais, Sabrina Sato vai adicionar um outro cargo à lista: o de empresária do ramo infantil.

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Ela, que no passado queria apenas apresentar um programa para crianças até entrar na terceira edição do Big Brother Brasil, em 2003, adianta à EXAME que planeja para este semestre o lançamento da Sato Kid, nome provisório da grife focada no público de 0 a 14 anos.

A nova empreitada tem em sua estrutura societária uma empresa do ramo de confecções –por contrato, ela ainda não pode revelar o nome – e começará a circular por meio do varejo on-line. Voltar à ideia de lidar com crianças, mesmo que de forma diferente, tem a ver com a maternidade.

“Desde que tive a Zoe [de 2 anos, fruto do relacionamento com o ator Duda Nagle], gosto de vesti-la. De vez em quando ela me diz, ‘mamãe, posso ficar de pijama hoje?”, ri a apresentadora, dando pistas do tipo de peça que a primeira coleção da marca poderá mostrar.

Engana-se, porém, quem enxerga algum sentimentalismo envolvido no novo negócio. Por trás do riso fácil está uma das celebridades que melhor soube investir nos 15 minutos de fama e, com a ajuda dos irmãos Karina e Karin Sato, desdobrá-los em horas de fama para outras pessoas.

A Sato Rahal Empreendimentos Artísticos está por trás de contratos e planejamento comercial para nomes que vão da banda Melim a MC Rebecca, da atriz Mariana Rios à influenciadora Camila Coutinho. O braço de influenciadores, a SR Digital, é uma aposta da empresa para catapultar a carreira de quem, segundo a apresentadora, “não quer parecer com ninguém”.

A apresentadora Sabrina Sato (Lucas Mennezes/Divulgação)

“As pessoas podem não ter um lado empresarial tão bom, então a gente procura parceiros para ajudar nesse momento. Isso ajuda bastante para que elas comecem a perceber que, hoje, as diferenças valem bastante. A ideia é ajudar a perder o medo e ganhar confiança”, diz Sato.

O discurso recai na própria trajetória da apresentadora. Se hoje ela mantém contrato com a TV Record, fazendo uma associação entre a emissora e o Amazon Prime no programa “Game dos Clones”, e ainda conduz um canal próprio no Youtube com 1,23 milhão de inscritos --no qual acaba de estrear o talk show SaladaSato--, foi porque soube rentabilizar a pecha de “burra” dada pelo showbiz sem ouvir os gurus do entretenimento.

“Quando saí do BBB, muitas pessoas me procuraram querendo agenciar minha carreira. Foi meu pai quem me alertou para o fato de que elas iam querer apenas tirar proveito do momento, e não construir uma história”, relembra. “Nada teria dado certo se não tivesse lhe escutado.”

A solução estava ao lado. A irmã era advogada de uma multinacional, e o irmão, graduando na faculdade de Administração, quando o trio se uniu para traçar estratégias de longo prazo. O contrato com a marca Gillette, da P&G, é ainda hoje o mais longevo de Sabrina Sato e exceção no mercado publicitário, com 15 anos e sem hora para acabar.

O segredo foi aplicar lá atrás o que, agora, é a nova lei da influência. “Sempre cuidei das marcas como se fossem minhas. Um ex-diretor da empresa me disse um dia que, para dar certo, eu tinha que também me enxergar como uma marca e confiar nos produtos. Ele já saiu de lá, mas eu fiquei.”

Participações em franquias odontológicas (Odonto Special), espaço de estética (Academia da Face) e até restaurante japonês (Peixe ao Cubo) dividem espaço com licenciamentos de moda fitness (Alto Giro) a pincéis de maquiagem.

Para ela, a fórmula da longevidade no mercado é ter em mente que tanto as marcas quanto quem está dando a cara na comunicação são como organismos vivos, e “levam rótulos, mas que eles nunca resumem nenhum dos dois”.

Os dela, conta, em apenas dois anos de contrato mudaram nas pesquisas de opinião encomendadas pela P&G de “linda”, “divertida” e “burra”, para “linda”, “divertida” e “inteligente”.

Acabou descobrindo a lição de empreendedorismo que até hoje carrega: “todo mundo pode vender, ter um público. E a preocupação que você tem de ter antes de dar um passo é saber o que seus amigos mais próximos acham, porque se ouvir a opinião dos outros, não sai do lugar.”